Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/07/2019
O Estatuto da Criança e do Adolescente,artigo 243, afirma que não é permitido o fornecimento de substâncias que possam causar dependências físicas ou pscicológicas a menores de idade, mesmo que de maneira gratuita. Entretanto, percebe-se que, no Brasil, essa lei tem sido infligita e ignorada de maneira explícita, uma vez que dados mostram que o aumento do consumo de bebidas e drogas ilícitas em meio a gama juvenil da sociedade. Atrelado a isso, vale ressaltar os riscos que tal conduta pode gerar, tais como a propensão de criar uma geração futura alcoólatra mais brevemente, assim como a maior exclusão social de muitos devido à dependência de substâncias não ilícitas como o crack.
A princípio, é válido ressaltar o pensamento de Sigmund Freud, pai da pscicanálise, o qual afirmava que “o homem viver para a busca pelo prazer e na esquiva da dor”. Com essa ideia, o pensador expunha a ideia de que o ser humano se encontra em constate busca por ferramentas que o faça “fugir” do enfrentamento de problemas, utilizando assim meios que proporcione prazer e o coloque em estado de conforto pessoal. Sendo assim, pode-se vincular tal ideia aos jovens contemporâneos, que encontram no álcool, muitas vezes, uma forma de escapismo e realização momentânea. Entretanto, o consumo demaseado de tal substância por essa parte da população pode apresentar efeitos nocivos futuros, como o aumento do alcoolismo precoce, o que é ocasionado pelo não cumprimento da lei deca.
Ademais, apesar de mais dificultoso, o aumento no consumo de drogas não regulamentadas também se faz presente em meio as pessoas de 15 aos 18 anos incompletos. Exemplo disso são os dados realizados pela Universidade de São Paulo, a qual afirma que o Brasil se mostra em primeiro lugar no consumo de crack - um tipo de entorpecente de menor valor quando comparadoaoutras substâncias ilícitas. Com base nisso, é visto que tal aumento provoca riscos, como a exclusão social de muitos, uma vez que, em virtude de estereótipos, o dependente é visto como um bandido pelos olhos sociais, o que gera a periferização desse, quando na verdade é um doente que necessita de auxílio pscilógico para superar esse vício, uma vez que pode-se enquadrá-lo também no pensamento defendido por Freud, isto é, o dependente químico também vê no crack, e em outros, um meio de fuga da realidade.
É mister, portanto, que o Governo Federal, disponibilize incentivo financeiro a Organizações Não Governamentais (ONGs) voltadas ao tratamento pscicológico de jovens considerados dependentes de substâncias (sejam elas regulamentadas ou não), por meio da destinação de verbas a essas ONGs, a fim de diminuir os impactos do consumo atual de bebidas e entorpecentes entre eles, assim como a criação de programas de conscientização pela internet (nas redes sociais) e televisão (em horário nobre), acerca da importância das leis do ECA, afim de promover maior conhecimento aos brasileiros.