Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/08/2019

Havia uma pedra no caminho…

A questão relacionada ao consumo de drogas, principalmente lícitas, sempre foi uma realidade no mundo, a qual ficou ainda mais presente na Guerra Fria, com o movimento Hippie, o qual fazia o incentivo ao uso de narcóticos. Nesse aspecto, a sociedade brasileira não se viu fora de tal empecilho, que, hoje em dia, abrange fortemente o público juvenil. Tal obstáculo torna-se veracidade por conta da fácil acessibilidade aos entorpecentes, correlacionada com a precária fiscalização da lei, e a insuficiente exposição dos riscos que podem ser gerados com a utilização.

Ademais, a simples comercialização das drogas, especialmente do álcool, juntamente da banalização do supervisionamento do cumprimento da lei de venda para menores são agravantes que geram situações ainda mais deploráveis. Com os produtos em mãos, estabelece a conhecida “pressão de grupo”, a qual segue os princípios da coerção social de Émile Durkheim, em que a pressão sobre um indivíduo influencia em suas atitudes e opiniões. Desta forma, com medo de ser julgado e mal visto pelo grupo frequentado, os jovens ingerem as mercadorias sem raciocínio lógico. Com isso, cria-se uma preocupação, visto que, segundo o CISA, 4,25 da população brasileira é alcoólatra; além disso, o índice do Beber Pesado episódico aumentou de 12,7% para 19,4%.

Outrossim, a escassa apresentação das consequências do consumo dos narcóticos auxilia para que o contratempo cresça cada ano mais. Atualmente, demonstra-se, de forma breve, somente os riscos do cigarro nas embalagens do produto, entretanto, se apenas essa ação fosse suficiente, em 2015, segundo o IBGE, não haveria 55,5% dos estudantes do 9° ano que já experimentaram o artefato. De mesmo modo, conforme a mesma pesquisa, 9% dos jovens experimentaram bebida alcoólica, que assim geram uma possível dependência ou doenças hepáticas e neuronais.

Indubitavelmente, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Todavia, não haverá mudanças se caso o Governo Federal, com auxílio do Ministério da Justiça, não fiscalizar de forma rígida a venda para menores e agravar a punição aos comerciantes que realizarem. Desta forma, preconizando a integração dos jovens e reduzindo a pressão de grupo. De maneira análoga, a mídia, juntamente do Ministério da Educação, devem desenvolver campanhas que apresentem explicitamente o prejuízos causados pelo consumo, além de instaurar nas escolas, majoritariamente nas públicas, o programa Proerd, proporcionando assim conhecimento e inibição de curiosidades aos adolescentes.