Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/08/2019
A série “Elite” da Netflix retrata a vida de adolescentes que para se enquadrarem aos moldes sociais do meio escolar passam a ingerir bebidas alcoólicas, entre outras drogas lícitas e ilícitas. Embora se trate de um espaço cinematográfico, a realidade não se faz tão distante, fato que torna o jovem protagonista de mais um dos problemas sociais brasileiro, intensificado pela ineficiência de políticas públicas que expõem seus riscos, como também conscientização social.
A princípio, é válido ressaltar que, apesar de biologicamente até os 21 anos o cérebro ainda está em processo de desenvolvimento cognitivo, 70% dos jovens já ingeriram bebidas alcoólicas conforme o IBGE - Instituto brasileiro de geografia e Estatística. Em virtude disso, muitos ficam em situações vulneráveis como gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros que ocasionam um custo social elevado para o Estado que poderiam ser investidos nas causas bem como, na qualidade de vida social.
Outrossim, conforme o filósofo Rousseau, o ser humano é um produto do ambiente em que ele vive, isto é, uma das principais influências é a família, uma vez que, dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. Logo, há uma situação sistemática na qual relaciona o consumo dessas bebidas a um hábito comum, que por sua vez os tornam dependentes desses estimulantes para socialização.
Portanto, é imprescindível a criação de ações que revertam esse quadro. Para isso, é dever primordial da mídia desconstruir a imagem benéfica da ingestão de bebida alcoólica entre outras drogas, por meio de veto à propagandas que estimulem esse consumo, bem como a divulgação dos seus riscos como a dependência por meio de novelas. Além disso, o Ministério da educação deve incluir maiores discussões no currículo escolar a cerca desse hábito atráves de cartilhas, para assim romper com o ciclo familiar e estimular melhoramentos na qualidade de vida social.