Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/08/2019
Por conta de uma difícil relação com sua família, o adolescente busca nas drogas e no álcool um meio de fugir de sua realidade e de seus problemas. Por essas substâncias serem cada vez mais acessíveis e por também ser o meio mais fácil de conseguirem a distração desejada, o consumo do álcool por jovens vem crescendo cada vez mais. Esses seus efeitos alucinógenos, os distraem dos problemas que, muitas vezes, são vivenciados em casa.
Uma relação conturbada com os pais, muitas vezes, causam no adolescente problemas de personalidade, depressão, autoestima, entre outros. Esses problemas, não sendo tratados com psicólogos e psiquiatras, podem desencadear uma necessidade de se provar e afirmar perante os amigos; e quando colocado em pressão, (muitas vezes por esses mesmos “amigos”) acabam não conseguindo impor sua vontade e não conseguem dizer “não” para situações ilícitas, como o consumo do álcool e drogas. Desta maneira, muitos deles começam a beber e a se drogar muito cedo. O fácil acesso a bebida, principalmente nesses dias modernos, não dificulta esse consumo, principalmente do álcool, por essas “crianças”.
A falta de fiscalização nos estabelecimentos que vendem alcoólicos é nítida, quando, muitas vezes, nem se pede o RG na compra de bebidas e cigarros. Com a internet, e os aplicativos como o Uber e o Rappi, acaba sendo fácil convencer o entregador ou motorista, mesmo sendo crime comprar bebida alcoólica pra menor, dar a cara a tapa no caixa na hora da compra.
Deve-se atentar e estreitar as leis que proíbem a venda de cigarros e bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, multas severas devem ser aplicadas. Elaborando uma lei que proíbe o patrocínio de empresas de bebidas em eventos culturais, esportivos e artísticos que a estrada de menores seja autorizada evita o acesso desse público a esse tipo de consumo.
Jovens buscam por alguém para se espelharem; quando não encontram esse espelho em casa, procuram em outro lugar, como na internet. O Concelho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda), junto de influenciadores digitais (como Felipe Neto, Kéfera, Luba, Jade Picon, Maísa… entre muitos outros que também trabalhem com esse publico) podem desenvolver uma campanha de combate, conscientizando-os, de maneira sútil, a deixarem o consumo do álcool e drogas. Com a televisão, que é vista mais pelos pais desses adolescentes, em parcerias com programas e emissoras, o Ministério dos Direitos Humanos pode realizar campanhas para os pais observarem suas relações com seus filhos, para sempre manterem o diálogo aberto e sincero com eles, para evitar que certas coisas aconteçam de baixo de seus narizes.