Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/08/2019

Um escape perigoso

Frequentemente são mostradas reportagens sobre jovens que morrem em decorrência do uso de drogas lícitas e ilícitas no Brasil, e essas ocorrências só tendem a crescer. A popularização do álcool e das drogas entre os adolescentes e os problemas enfrentados pelos mesmos na adolescência, fase de dúvidas, pressão e preocupações, são fatores de risco para o aumento do consumo de substâncias entorpecentes atualmente entre adolescentes brasileiros.

Conforme uma pesquisa realizada pela escola Anna Nery, é na adolescência que o jovem procura se aproximar de outros adolescentes, entretanto, se essa aproximação acontecer com um grupo que faz uso de drogas, o adolescente poderá ser pressionado a compartilhar dessa experiência. Este fato evidencia a teoria de Durkheim na qual o indivíduo acredita que faz determinadas ações por vontade própria mas foi apenas influenciado pelo grupo do qual faz parte, o que acarreta em muitos adolescentes que experimentam, e podem desenvolver o vício em drogas lícitas e ilícitas, apenas para serem aceitos pelos colegas.

Outrossim, a adolescência é uma fase cheia de complexos e fragilidades, e muitas vezes os jovens são mais criticados pelos pais do que elogiados, como mostra o blog Nossos Doutores, e assim buscam por uma fuga, mesmo que momentânea, da realidade problemática na qual vivem. Segundo o autor André Dahmer, o álcool é o gelol da alma, frase que ilustra o consumo de bebidas alcoólicas e entorpecentes com a finalidade de tentar fugir dos problemas enfrentados diariamente, seja problemas familiares, como problemas psicológicos como ansiedade e depressão.

De acordo com o médico psiquiatra Içami Tiba, os adolescentes tendem a associar o uso de drogas com o alívio de sofrimentos, de angústia, de ansiedade e dos problemas familiares, por isso é preciso que o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação torne obrigatória por meio de leis a presença de psicólogos escolares nas escolas públicas e particulares, para que seja realizada a conscientização sobre o uso de substâncias alucinógenas na adolescência e para que problemas psicológicos e familiares possam ser identificado se tratados para assim, evitar a busca de refúgio no álcool e nas drogas. Ademais é necessário que a Secretaria de Desenvolvimento Social e as mídias digitais,de rádio e TV, desenvolvam comerciais e programas afim de conscientizar as famílias sobre o risco do consumo de substâncias lícitas e ilícitas existente entre as crianças e adolescentes para que as mesmas possam complementar o aconselhamento, iniciado na escola, em casa.