Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/08/2019
O consumo de álcool por jovens e adolescentes é, hoje em dia, um dos grandes problemas de saúde, educação e segurança pública no Brasil. Nesse contexto, o jovem brasileiro está cada vez mais propenso a se aderir ao consumo de bebidas alcoólicas, de modo a gerar não só diversos problemas ao seu próprio organismo, mas também maior índice de violência, abandono da escola e até mesmo conflitos familiares.
Nesse âmbito, dados do I Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil revelam que 48,3% dos adolescentes entre 12 e 17 anos já tiveram experiências com álcool. Ainda segundo essa base de dados, esse número só vem aumentando nos últimos anos. Isso revela que as estratégias públicas de prevenção contra o alcoolismo na adolescência não têm sido eficazes. A partir desse ponto, os jovens consumidores de álcool passam a enfrentar diversos problemas, tanto de saúde como em seus relacionamentos interpessoais.
Nesse sentido, a obesidade, a hipertensão e a anemia são doenças que afetam o organismo desses indivíduos, de modo a tirar toda a vivacidade do jovem não apenas a curto prazo, mas também a longo, em forma de complicações como a cirrose. Ademais, o consumo de bebidas alcoólicas também pode gerar abandono dos estudos. Isso por que apenas o ato de ingerir esse tipo de substância, enquanto menor de idade, já configura crime, e aquele que adentra o mundo do crime é, na maioria das vezes, desviado de seus objetivos por diversos caminhos ilegais, como a pratica da violência e de roubos. Portanto, o consumo de álcool na adolescência pode ser caracterizado como um portão de entrada para o universo da criminalidade na vida do jovem.
Tendo em vista os fatos supracitados, faz-se necessária a tomada de algumas medidas. Primeiramente, o Ministério da Educação deve investir em programas, como o já existente Proerd, que eduquem a população desde a infância, nas escolas, acerca dos males que o alcoolismo traz. Dessa forma, esse órgão contribuirá para a formação de cidadãos conscientes a respeito desse assunto. Ademais, cabe ao Poder Legislativo elaborar leis que restrinjam a propaganda ligada ao consumo de bebidas alcoólicas. Isso deve ser feito por meio da redução desse tipo de mídia a determinados horários nos quais o público infanto-juvenil seja o menor possível. Dessa maneira, o indivíduo com senso crítico ainda em formação será menos bombardeado com imagens que o seduzam para o alcoolismo. Por fim, é papel dos pais e da família do adolescente manter o diálogo saudável com este e, em caso de relatos de problemas com o álcool em seu meio de convívio envolvendo menores de idade, denunciar para as autoridades legais como a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.