Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/08/2019
Ao descortinar o século XX,a Contemporaneidade, marcada pela modificação das relações interpessoais e dos modos de vida, permitiu a progressiva intensificação do consumo de álcool e de drogas ilícitas. Nesse viés, os jovens tornam-se os protagonistas ao romperem com a efetividade das leis constitucionais, criando prejuízos ao desenvolvimento e configurando, assim, um problema social no Brasil. Em primeira análise, é válido ressaltar os efeitos do consumo de drogas. A essa conjuntura, relaciona-se a queda da qualidade de vida diante dos prejuízos ao organismo e da suscitação do vício condicionado. Em corolário a isso e sob a ótica comportamental, as alterações psicológicas decorrentes da toxicidade das substâncias podem atuar como motivadores dos conflitos entre adolescentes e os pais e entre amigos, além de induzir as atitudes irresponsáveis como a violência, ocasionais acidentes e relações sexuais desprotegidas, com a transmissão de doenças. Segundo dados do IBGE, mais da metade dos jovens com menos de 18 anos de idade já consumiram álcool ao longo da adolescência.
Na esteira do processo de manutenção e intensificação do consumo de drogas pelos jovens, alude-se ao papel da mídia e à displicência dos pais e órgãos responsáveis. Isso porque, como disse o filósofo Rousseau, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado e, alinhando-se a isso, Adorno, sociólogo que estudou a Indústria Cultural, afirma que a mídia cria estereótipos que tiram a liberdade de pensamentos do indivíduo, forçando imagens errôneas. Destarte, os jovens adequam-se ao consumo de drogas como forma de inclusão aos padrões impostos. Equiparando a isso, a falta de cumprimento da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para adolescentes aliado a negligência dos pais e responsáveis são determinantes para a sustentação dessa realidade.
O governo deve propor a fiscalização atuante,e a mídia precisa empregar o engajamento ficcional para trabalhar o vício, em novelas, simulações e propagandas publicitárias.