Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/08/2019

Para o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, o maior peso da liberdade está na consciência do indivíduo em ter que arcar com as consequências de todas as suas ações. Contudo, no Brasil, os jovens parecem ter esquecido dessa responsabilidade ao exagerarem na ingestão de drogas ilícitas e lícitas, tendo como consequência o vício antes da fase adulta, além de alterações psicológicas e sociais.

Primeiramente, é importante entender as causas que levam ao uso de drogas por adolescentes brasileiros. Pressão de grupo. Fuga para doenças psicológicas. Curiosidade. Entre esses motivos, o primeiro é o mais comum. De acordo com o filósofo Nietzsche, o homem ideal é aquele que abdica dos valores impostos pela sociedade, buscando os seus próprios. Entretanto, descortinando a contemporaneidade, é notório que muitos adolescentes seguem padrões para se inserir em determinado grupo e não serem discriminados. Com efeito, há o aumento do consumo de drogas entre jovens, o que tem como resultado doenças hepáticas e interferências no desenvolvimento cerebral. Destarte, o contato com as drogas reduz precocemente a qualidade e a expectativa de vida.

Ademais, a dependência pelas substâncias interfere nas relações sociais da população juvenil. A Organização Mundial da Saúde classifica a dependência química como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. Ao serem introduzidas na juventude, as drogas tornam-se ainda mais perigosas, pois o vício pode ocorrer nessa mesma fase. Por conseguinte, os adolescentes têm que lidar com sintomas da abstinência que são impulsionados pelas alterações hormonais. Desse modo, as relações sociais em todos os âmbitos são prejudicadas, assim como o combate de utilização dessas substâncias haja vista a desconfiança dos dependentes químicos.

Infere-se, portanto, que a utilização das drogas pelos adolescentes gera diversos transtornos, tanto na vitalidade quanto nas relações. Nesse sentido, urge que o Ministério da Saúde, em conjunto com toxicologistas, promovam palestras sobre os riscos das substâncias lícitas e ilícitas, mediante a exposição dos seus efeitos à saúde, aliada a contextualização com histórias reais de dependentes químicos na juventude. Essa ação deve ser realizada de forma trimestral em escolas e parques, e tem o fito de reduzir a quantidade de jovens brasileiros acometidos pelas drogas ao causar impacto pela difusão de situações análogas às vividas por eles. Desse modo, os adolescentes podem ter uma maior consciência das consequências das suas ações, exercendo totalmente a liberdade proposta por Sartre.