Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/08/2019
Desde a antiguidade o consumo de bebidas alcoólicas faz-se presente nas sociedades. No ocidente, a cultura grega tinha Dionisio como o deus do vinho e séculos mais tarde o Império Romano adotou Baco como a versão romana do deus grego. Dessa maneira, fica evidente a proximidade do homem com o álcool. No entanto, no Brasil o consumo substancias alcoólicas está tornando-se banal e a população cada vez mais precocemente tendo acesso e experimentando tais substancias.
Nesse contexto, cabe salientar que a adolescência é uma fase de descobertas de gostos e personalidade em que os jovens muitas vezes buscam uma aceitação da sociedade. Sendo assim, por imaturidade, curiosidade e muitas vezes por influência de amizades, letras de músicas, pressão ou status social essa faixa etária acaba mais suscetíveis ao álcool e a outros psicotrópicos. Ademais, conflitos existenciais e núcleo familiar instável podem ser gatilhos para o adolescente desenvolver interesse em substancias licitas e/ou ilícitas como forma de fuga da realidade.
A partir disso, por mais que bebidas alcoólicas sejam vistas com normalidade diante as amarras sociais, em 2016 os casos de mortes por abuso excessivo de álcool foram 10 vezes maiores quando comparados as mortes por substancias ilícitas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além do mais, a ingestão prematura de álcool é um facilitador e pode ser considerado como “porta de entrada” para outros tipos de drogas. Dessa forma, substancias licitas acabam sendo precursoras aumentando as chances do desenvolvimento de dependência química em jovens.
Posto isso, é evidente a banalização do consumo precoce de álcool no Brasil e os riscos gerados à saúde pelo aumento da utilização de tais substancias. Dessa forma, é necessário que a Secretaria de Estado da Segurança Pública disponibilize mais recursos para que agentes públicos façam que a fiscalização e o cumprimento das leis sejam mais efetivas, a fim de inibir as vendas e minimizar as consequências aos jovens usuários.