Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/09/2019
No filme “A barraca do beijo”, a personagem Elle, uma adolescente de dezesseis anos, é convencida a beber em uma festa e essa atitude acarreta em sérias consequências para ela. De fato, casos como o da Elle não se limitam a cenários fictícios. Nesse sentido, aumento do consumo de álcool e de outras drogas é um tema pertinente ao contexto brasileiro, em questão quando se trata de jovens. Fica notório que o consumo excessivo de entorpecentes pode causar dependência e a falta de ensino sobre esse assunto gera uma curiosidade em conhecer.
A priori, dos jovens entre doze e quinze anos, mais da metade já consumiram álcool e 9% usaram drogas ilícitas, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Nessa lógica, é válido afirmar que os adolescentes brasileiros não encontram dificuldades para conseguir entorpecentes. Segundo o médico Drauzio Varella, a dependência química não é caracterizada pela periodicidade que a substância é consumida, mas sim pelo excesso e quanto mais jovem adquire esse hábito, mais difícil é deixá-lo. Logo, se presume que a ineficiência do Estado em fiscalizar a venda de drogas para menores pode gerar um grande número de dependentes.
Ademais, falar sobre um assunto é essencial para desmistificá-lo. Dentre esses efeitos, consoante Kant, as ações devem ser confrontas sob uma ótica universal para determinar se devem ser feitas ou não. Por certo, a adoção de aulas sobre o consumo de drogas se enquadra em uma boa ação, conforme Kant, pois faria com que os jovens conhecessem sobre elas sem terem que usá-las, entretanto, com base nos dados da PeNSE, não é isso que acontece no país. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos.
Torna-se evidente, portanto, que casos como o da Elle não podem continuar a ser um reflexo da sociedade brasileira. Assim, com o propósito de que diminuia o número de jovens usuários de entorpecentes, é necessário que o Ministério da Saúde, com ações dos PROCON municipais, fiscalize e multe, por meio de incentivo à denúncias anônimas, bares que vendem álcool ou cigarros para menores, a fim dificultar o acesso dos jovens à essas substâncias. Além disso, cabe às escolas e universidades, por meio de palestras e projetos didáticos, alertar e ensinar os jovens sobre as consequências do uso de drogas. Assim, por meio dessas ações, as estatísticas acerca desse problema irão diminuir.