Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/09/2019

No filme “The Dirt” da Netflix, é retratada a história da banda Motley Crue e seu consumo de drogas, durante a década de 80. Nesse contexto, quatro jovens usam entorpecentes de forma exagerada, o que quase os leva à morte. Dessa forma, o filme tem uma verossimilhança com a realidade, do século XXI, pois a juventude consome esses estimulantes de forma imprudente, seja por pressão social, seja por falta de instrução parental.

Mormente, nota-se que o meio de convívio influência os jovens a ingerirem esses tóxicos. Sob essa ótica, Émile Durkheim evidencia que a sociedade forma o indivíduo, então, a pressão social que o grupo exerce sobre os jovens faz com que ele consuma as drogas. De fato, há viciados nesse espaço, porém há aqueles que para não sofrerem coerção do meio preferem utilizá-las mesmo não os agradando. Sendo assim, o ambiente é um agravante na disseminação de tal problema.

Em segundo lugar, é evidente que a família desempenha um papel fundamental na vida dos adolescentes. Com base nisso, a recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística destaca que 70% dos menores de idade já consumiram álcool, destacando, assim, a falta de instrução parental. Ademais, sabe-se que nem todos os pais têm o privilégio de serem presentes na vida dos filhos, contudo, é importante que tenha alguma orientação aos jovens para que eles não sejam corrompidos pela sociedade, segundo a teoria de Rousseau. Por isso, é imprescindível que a família seja mais inclusa na vida da sua prole.

É mister, portanto, que o Estado tome providência para amenizar esse problema. Logo, cabe ao Ministério de Educação e Cultura, que invistam, por meio de verbas públicas, em palestras nas escolas, com agentes da saúde para que possam pontuar quais as dependências e os malefícios que as drogas causam à saúde, além de ser dada uma mínima assistência e direção para os possíveis dependentes. Somado a isso, é importante que os pais e alunos participem, a fim de que possam ficar mais atentos e informados sobre essa realidade tão latente no século XXI.