Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/10/2019
O Artigo 243, do Estatuto da Criança e do Adolescente, criminaliza a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos no território brasileiro. Entretanto, a falta de fiscalização governamental e a permissividade da sociedade atual favorecem o aumento do consumo de álcool e outras drogas entre a população jovem. Diante disso, tal problemática denota ameaças tanto para o organismo dos indivíduos com essa faixa etária, como também o bem estar social.
Convém ressaltar, a princípio, que a banalização do uso, sobretudo do álcool, é um fator determinante para o descaso em relação a rigorosidade das leis, uma vez que o governo responde aos anseios sociais e grande parte desse consumo ilegal não é denunciado, o que motiva o aumento em mais de 5% da ingestão por menores de idade, segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. Ao contrário disso, tal substância é uma droga permitida pela sociedade brasileira, e muitas vezes os adolescentes presenciam o consumo excessivo pelos próprios pais. Além do mais, a influência gerada pela mídia por meio de cenas de consumo de drogas, segundo a revista Veja, representa o terceiro maior fator de risco para os jovens começarem a ingerir. Tal inércia, de acordo com a ideia de biopoder do filósofo Michel Foucault, configura-se um mal uso da autoridade estatal em combater os problemas sociais, já que a falta de fiscalização só possibilita o aumento dessa conjuntura.
Em consequência disso, o consumo dessas substâncias pelos adolescentes os expõem a maiores ameaças, uma vez que o organismo nessa faixa etária ainda está em formação. Devido a isso, casos agudos como intoxicações e overdoses são cada vez mais comuns. Entretanto, o mais preocupante é que esses elementos psicoativos usados de forma abusiva aumentam os riscos de acidentes, sendo que nesse período da vida os indivíduos são mais sensíveis aos cuidados de autopreservação. Dessa forma, os efeitos podem ser fatais e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o álcool é a maior causa das mortes de pessoas entre 15 e 19 anos no país. Logo, evidencia-se a intensidade desse problema e a necessidade de encontrar medidas para combatê-lo.
Impende, portanto, que o aumento do uso de bebidas alcoólicas e outras drogas por jovens deixe de ser uma realidade no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Poder Legislativo aumentar a rigorosidade das leis, por meio da delimitação das cenas expostas pela mídia e de investimentos na fiscalização do comércio desse tipo de bebidas, no intuito de diminuir a influência e aumentar a punição aos infratores do Art. 243. Ademais, urge que a família reavalie seus comportamentos, mediante o aumento do diálogo com os filhos e a diminuição do consumo pelos pais, a fim de conscientizá-los e servir de exemplo para suas condutas. Assim, será possível diminuir as ameaças à vida dos adolescentes.