Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/09/2019

Ao analisar a questão do consumo de drogas lícitas e ilícitas entre os jovens brasileiros, observa-se que ela é grave. Uma vez que suas consequências, como vícios e problemas de saúde, são prejudiciais para a sociedade, fica evidente a necessidade de combater o problema.

Primeiramente, é importante ressaltar que vender ou oferecer bebidas alcoólicas para menores de dezoito anos configura como crime na legislação brasileira. Todavia, tal decreto não é efetivamente respeitado, visto que, segundo o IBGE, cerca de 70% dos adolescentes com idade entre 13 e 15 anos já consumiram álcool e 10%, drogas ilícitas.

Como resultado, os jovens tornam-se mais expostos aos danos ocasionados por tais substâncias, sejam eles a curto ou longo prazo. A título de exemplo, pode-se citar a dependência química, coma alcoólico, câncer, cirrose e sequelas neuroquímicas.

Tais prejuízos são ressaltados pelos dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria. De acordo com tais, a ingestão precoce de álcool é a principal responsável pela morte de jovens com idade entre quinze e vinte anos.

Sendo assim, portanto, é preciso que ações sejam tomadas para diminuir o uso de álcool e outras drogas entre a juventude brasileira. Para tal, o governo deve sobretaxar as bebidas alcoólicas e proibir sua publicidade em qualquer veículo, assim como aumentar a fiscalização sobre o comércio. Ademais, as escolas precisam promover palestras e debates sobre o tema, voltados tanto para os alunos quanto para familiares, com o objetivo de orientar e conscientizar sobre o tema. Por fim, os pais devem dialogar com os filhos de forma aberta e sem tabus sobre o consumo de drogas, além de evitar que eles sejam expostos ao álcool em eventos familiares. Com tais medidas, é possível diminuir e desestimular o consumo de entorpecentes e proteger a juventude brasileira.