Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/10/2019
Vício. Evasão escolar. Tráfico de drogas. Entre os fatores que contribuem para a degradação das relações sociais no Brasil, o aumento do consumo de drogas lícitas e ilícitas por jovens representa um dos principais ataques ao convívio em sociedade e ao equilíbrio psicomotor desses jovens. Nesse sentido, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções relacionada a esse desafio atual.
A priori, já dizia o maestro Tom Jobim, “o Brasil cultua o fracasso”. Afinal, permitir que emissoras televisivas façam apologia ao consumo de bebidas alcoólicas, tal que essas estimulem crianças e adolescentes por suas propagandas atrativas e fantasiosas é um sinal evidente do atraso em que o país vive. Além disso, ao passo com que as propagandas influenciam os jovens à tais práticas proibidas por lei, o governo, por sua vez, fecha os olhos para esse descaso nacional, visto que não investe em incentivos educacionais contra o uso de drogas, tampouco em fiscalizações acerca da livre venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.
A posteriori, outro problema que envolve o jovem no mundo das drogas é o caráter social cedido à elas. No Brasil, é celebrado uma cultura ao álcool, atrelado ao jeitinho brasileiro. Isso se demonstra em atitudes de grande parcela da população, tal que nos finais de semana é comum a saída com amigos para “tomar uma gelada”, ou, ainda, embriagam-se em festas. Tais comportamentos simplistas e do cotidiano reflete no jovem brasileiro, que considera algo aceitável pela sociedade e passa a consumir precocemente e irresponsavelmente. Nesse contexto, cabe destacar a frase do filósofo Francis Bacon, “o comportamento humano é contagioso”. Desse modo, crianças e adolescentes, no Brasil, sofrem sérios riscos com a cultura propagadas pelos próprios adultos.
Logo, é sabido que a falta de fiscalização e os incentivos ao consumo de drogas fornecidos tanto pelas propagandas, quanto por comportamentos da sociedade são os principais fatores que corroboram para o consumo desses jovens no Brasil. Para isso, portanto, o Ministério da Educação deve fornecer investimentos para propagação de cartilhas em escolas, com a finalidade de informar crianças e adolescentes sobre os riscos das bebidas alcoólicas e das drogas ilícitas. Além disso, o Governo Federal tem o dever de investir na fiscalização das vendas proibidas de drogas e bebidas para menores de idade, por meio da contratação de políciais especializadas nesse âmbito, como também, a criação de delegacias próprias para denúncias de contrabando de drogas e vendas ilícitas. Desse modo, somente assim, alcançar-se-á o equilíbrio social e o desenvolvimento dos jovens brasileiros.