Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/10/2019
A série britânica “Skins” tem por uma de suas temáticas, o abuso de drogas entre os adolescente da narrativa. Nesse âmbito, o enredo do programa de televisão pode ser associado à realidade brasileira, uma vez que o aumento da dependência química urge no território nacional. A saber, o exacerbado consumo de narcóticos pela população jovem no Brasil é consequência de um estrutural desgaste psicológico, que somado às irrisórias políticas de mitigação de vendas e utilização, acentuam a questão do vício e os riscos oferecidos por ele.
Em primeiro plano, há de se analisar que a questão do vício na adolescência é, também, desenvolvido por preocupantes entraves no desenvolvimento psicológico daquela. Isso porque, condicionados a um cenário de exponencial crescimento de transtornos de ansiedade e depressão, os adolescentes em questão acabam por postular em determinadas substâncias, como bebidas alcóolicas, um instantâneo alívio emocional. No entanto, ainda que a dependência química torne-se, sobretudo, um escape frente às questões mentais, a condição fisiológica desses indivíduos é constantemente afetada pelo potencial destrutivo das drogas. Nesse sentido, os riscos do vício conjecturam-se a um imponente potencial obituário da juventude brasileira e urgem, portanto, a ruptura dessa conjuntura.
De outra parte, cabe observar que a falibilidade governamental apresenta-se um estorvo na dissociação da política antidrogas. Sob essa ótica, o pensador Johann Goethe endossa a necessidade da participação governamental nas políticas de incentivo e organização social. Contudo, no panorama nacional, a participação estatal em medidas de combate ao uso de drogas é ainda limitada. Assim, o uso vicioso de narcóticos - eminente questão sociopolítica - acaba por se perpetuar na sociedade e estender a seguinte premissa: enquanto a trivialização retificadora for regra, o aumento dos déficits supracitados terão continuidade no cenário verde e amarelo.
Urge, portanto, a liquidação do consumo de drogas entre jovens brasileiros. Para tanto, é papel Ministério da Saúde - em parceria com as escolas - promover campanhas que atentem ao cuidado da saúde mental, além de promover, com urgência, a instalação de disciplinas sociocognitivas, a fim de compreender e estimular a conservação emocional dos alunos e impulsionar seu desenvolvimento distante do ciclo do vício químico. Ademais, cabe ao BNDES investir em programas de combate ao uso de narcóticos, tal como o PROERD (Programa Nacional de Resistência à Violência e às Drogas), de forma a contribuir com a sobriedade dos dependentes e oferecer a eles, a possibilidade de reinserção no mercado de trabalho. Assim, será possível encaminhar o Brasil para uma realidade distante dos riscos oferecidos pelo aumento do uso de drogas por adolescentes no país.
Depreende-se, portanto, a ruptura do cenário do consumo exacerbado de drogas no Brasil. Para tanto, cabe ao PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), em parceria com a mídia, promover a propagação de campanhas e programas televisivos que fomentem os perigos acerca da utilização precoce de entorpecentes e bebidas alcoólicas na sociedade, de maneira que una o público jovem na discussão acerca de tal problemática. Além disso, o Ministério da Cultura, em consonância com o BNDES, ratificar programas de investimentos suplementares para a comunidade supracitada, desenvolvendo atividades lúdicas e socioeducacionais, com o fito de erradicar o dependência narcótica frente ao cenário de anseios pessoais. Com isso, a temática da séria Skins poderá enquadrar-se apenas no âmbito fictício, distando-se com isso, do perfil da realidade brasileira.