Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/10/2019
A Guerra do Ópio ocorreu durante o imperialismo inglês na China, quando, para criar dependência econômica, o país europeu vendia a viciante droga para a população asiática, o que ocasionou problemas sociais e incumbiu na proibição da substância. Nesse sentido, hodiernamente, o aumento do consumo de álcool e de outras drogas também apresenta graves riscos para a juventude brasileira. Com efeito, a problemática se agrava pela pressão social envolvida, além do uso da substância como forma de escape da realidade.
Em primeiro plano, a pressão exercida pelos amigos é um dos principais agravantes do problema. Nesse contexto, Zygmunt Bauman afirma que as pessoas são moldadas pelos fatos sociais - estruturas coletivas que exercem coerção sobre cada ser humano. Ocorre que, no caso das drogas, lícitas ou ilícitas, essa imposição do social sobre o indivíduo acontece em efeito dominó: cada vez mais jovens as consomem, a situação ganha normalidade e, consequentemente, maior capacidade coercitiva. Todavia, é preocupante que a sociedade valorize químicos responsáveis por graves problemas hodiernos e históricos.
Outrossim, por vezes, o consumo de drogas é tratado como forma de escape dos problemas pessoais. A esse respeito, segundo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Desse modo, essa situação, quando não patológica, decorre das condições de estresse cotidiano, o que faz com que as pessoas busquem em substâncias psicoativas, como o álcool, medicamentos e outras drogas, formas de fugirem dessa realidade. Entretanto, é paradoxal que o cotidiano de uma nação que, constitucionalmente, assegura o respeito à vida humana seja causa de problemáticas atitudes das pessoas.
Urge, portanto, a redução do consumo de álcool e outras drogas por jovens no país. Dessa forma, o Ministério da Educação, junto às escolas, deve orientar as futuras gerações por meio da inclusão de aulas de ética no currículo público para que se promova o debate sobre os riscos do consumo de substancias psicoativas. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde tratar o psicológico da população, por meio da disponibilização de psicólogos nas unidades básicas de atendimento, a fim de assegurar alternativas às drogas para as pessoas lidarem com seus problemas. Com tais medidas, as problemáticas apresentadas serão gradativamente solucionadas.