Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/10/2019
Durante a década de 1920 nos Estados Unidos, surge no contexto da Grande Depressão a Lei Seca, como um esforço para dar fim ao vício, pobreza e corrupção decorrentes do consumo exponencial de álcool da sociedade norte-americana. No entanto, apesar da proibição os efeitos obtidos foram inversos, como fortalecimento do mercado negro, venda sobre baixa qualidade e problemas de saúde em massa. Analogamente, a realidade do consumo de drogas licitas e ilícitas entre os jovens brasileiros apresenta-se tão problemática quanto a conjuntura dos EUA no século XX, na medida em que apesar das interdições o hábito cresce notavelmente. Evidencia-se que a situação persiste enraizada seja pela pelas pressões sociais e fatores socioeconômicos, como falta de vigilância do Estado e família.
Parafraseando o sociólogo francês Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Tendo em vista o postulado, é inegável que o uso de álcool e outras drogas por jovens tem sido difundido pela necessidade do indivíduo adequar-se aos fenômenos considerados normais pela juventude. Em um corpo social onde padrões estabelecidos são determinantes para a efetiva socialização, a adaptação torna-se vital para evitar a exclusão e preconceito. Além do mais, as condições de subdesenvolvimento enfrentadas pela nação confluem na marginalização de setores mais carentes da sociedade, ocasionando maior proximidade da juventude com as drogas licitas e ilícitas, por conta da falta de amparo e conscientização.
Outrossim, é indubitável que popularização dos entorpecentes ocorre na década de 60 como um modo de rebeldia, atrelada aos movimentos artístico-culturais da época, bem como o contexto de guerras, ditadura e censura. Assim, tendo na contemporaneidade o uso dessas substâncias sido divulgado em todas as instâncias sociais, os jovens passam a almejar o livre uso de álcool e narcóticos. No entanto, a incapacidade do Estado e família de administrar tal fenômeno através da educação e prevenção ocasiona um problema de segurança e saúde pública. Desse modo, casos de alcoolismo e dependência tornam-se frequentes por conta da falta de vigilância familiar e facilidade de obtenção.
Tendo em vista os fatos supracitados, conclui-se que o consumo de substancias licitas e ilícitas por jovens perpetua-se por conta da banalização social e falta de fiscalização, logo, medidas devem ser tomadas para sanar a problemática. É imperativo que o Governo Federal através do Poder Legislativo, associado ao Ministérios da Saúde e Educação, reforce a fiscalização na compra de álcool e realize palestras de médicos e sociólogos em instituições de ensino, visando conscientizar a família acerca dos males do álcool e drogas. Além disso, devem ser criadas secretárias que prestem apoio social aos jovens dependentes, almejando reforçar o amparo. Assim, a segurança do jovem será preservada.