Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ineficácia atuação do Estado, quanto da participação dos amigos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, pois as autoridades aplicam leis muito brandas. Com isso, muitos bares e supermercados ainda vendem bebidas alcoólicas para menores, pelo qual visam primordialmente o lucro em contrapartida ao cumprimento das leis, o que leva tais indivíduos a embriaguez e possíveis doenças futuras. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal com urgência.

Ademais, é imperativo ressaltar a atuação dos amigos como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, os riscos aumentam quando os colegas oferecem tais bebidas, uma vez que a vítima é influenciada e sente-se a necessidade de ser igual ao outrem, acarretando à abertura do consumo de outras drogas, como a maconha, a cocaína e o lança perfume, por exemplo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a participação dessas pessoas contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar o consumo de drogas entre os jovens, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Poder Legislativo, será revertido em leis mais rigorosas e coercitivas, através da fiscalização de autoridades em bares e supermercados, com a finalidade de proibir a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e seu eventual consumo. Ademais, cabe as ONGs, Organizações Não Governamentais, criar em escolas e espaços públicos, palestras e apresentações conscientizadoras contra bebidas alcoólicas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo de drogas ilícitas, e a coletividade alcançará a Utopia de More.