Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Na obra “Entre quatro paredes”, do filósofo Jean-Paul Sartre, o protagonista Garcin declarou sentença “o inferno são os outros”. Desse modo, afirma sua insatisfação no convívio social, vista uma pluralidade notória de idiossincrasias humanas - principalmente, o individualismo. Esse sentido de inconformidade pode ser aplicável ao contexto de aumento de uso de drogas e ilícitos pelos jovens, já que existe um risco de sociedade com esse assunto, pois muitos pais acreditam que isso é normal, além da ineficácia na Lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores.

Dessa maneira, analisando mais profundamente o contexto brasileiro, percebe-se que o aumento do consumo de álcool e outras drogas se manifesta quase indissociável da cultura, pois, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, como as estruturas sociais são internalizadas pelos mesmos. De maneira análoga, uma sociedade, individualista e egocêntrica, acredita que o uso de álcool faz parte da adolescência, exemplo disso, é que vários pais experimentam cerveja para seus filhos menores e, portanto, sair com os amigos é o que eles experimentam usufruírem a bebida alcoólica. No entanto, o seu uso precoce pode acarretar doenças como cirrose, câncer e dependência.

Além disso, é importante destacar que a questão judiciária e sua aplicação estão incluídas entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, no livro “Ética e Nicômaco”, uma política que serve para garantir o equilíbrio entre os cidadãos, o logotipo, verifica se esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, e que tal fato afeta a ineficácia da fiscalização nas vendas de bebidas alcoólicas para menores. Sob essa conjuntura, o IBGE, mostrou uma pesquisa realizada em 2014, que 70% dos adolescentes entre 13 a 15 anos já experimentaram bebidas alcoólicas e 55% já fumaram cigarro, esse dado mostra o mesmo que existe uma Lei que protege ou menor ter contato cedo com a droga, na prática por falta de conscientização e fiscalização deixa o produto cair e abandonar.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Faz-se necessário que primordialmente, ou o Ministério da Educação com parceria dos pais, crie um programa nacional escolar que vise conscientizar os jovens dos danos e problemas ocasionados pelas drogas, ou que devem usar os palestras e peças teatrais. Paralelamente, o Governo Federal deve se responsabilizar em punir, com multas, ambientes que forneça bebidas para menores, além de disponibilizar um número para quem pode ser denunciado. Dessa maneira, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradualmente minimizado no país.