Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/10/2019
No mundo, vários povos indígenas utilizam substâncias alucinógenas em seus rituais. Nas cidades brasileiras, o uso desses compostos é preponderante entre o público juvenil e aumenta exponencialmente, de forma a gerar riscos de intensificação de máculas sociais, como a violência e a depressão, seja pela hereditariedade de comportamentos sociais, seja pela visão negativa das pessoas quanto à realidade. Assim, faz-se necessária a discussão acerca dessa mazela, que se configura um mal a ser resolvido.
Primeiramente, a influência exercida pela sociedade sobre o indivíduo se revela uma das raízes do problema. De acordo com o psicanalista Wilhelm Reich, a formação do caráter é reflexo da interação do indivíduo com o meio onde ele habita nos primeiros anos de vida. Sob essa perspectiva, muitos jovens crescem envoltos por círculos de amizade, os quais, infelizmente, os induzem à má conduta, de modo a introduzi-los no mundo das drogas e do tráfico, fato esse que contribui acentuadamente para os altos índices de violência do país. Prova disso, segundo dados da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Norte, aproximadamente 80% das mortes, no estado, estão relacionadas ao narcotráfico.
Além disso, outro aspecto agravante do quadro exposto é a dificuldade das pessoas lidarem com as adversidades diárias. Em consonância com o homem da segunda fase da literatura romântica, o qual apresentava um pessimismo associado à vida e buscava subterfúgios à realidade, vários jovens, hodiernamente, encontram nas drogas esse mecanismo de alívio aos problemas cotidianos. No entanto, com a suspensão dos efeitos entorpecentes, há o retorno dos sentimentos negativo, ao ponto que acarreta um ciclo vicioso e a depressão. Logo, faz-se real a frase dita por Rousseau, o qual afirmou que “o homem nasce livre, mas por toda parte está acorrentado”, sendo as correntes, nesse caso, os produtos abordados.
Portanto, o crescimento do consumo de entorpecentes, tanto legais quanto ilícitos, se mostra uma barreira a ser superada. Para isso, é necessário, precipuamente, que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da maior disponibilização de recursos destinados ao combate ao tráfico, intensifique as operações de apreensão desses comerciantes ilegais, com o intuito de reduzir a taxa de violência nacional vigente. Por fim, as escolas, mediante palestras com psicólogos e afins, devem orientar os pais a manterem frequentes conversas com os filhos, de forma a se manterem informados sobre as amizades e os impasses enfrentados pelos pequenos, para que possam aconselhá-los e coibi-los de adentrarem no universo narcótico e, assim, evitar potencialização das máculas supracitadas.