Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/11/2019
No filme americano “Trainspotting”, é retratada de forma crítica a vida de um rapaz de 16 anos, que tenta se livrar do vício das drogas, mas suas tentativas são frustradas pois todos os seus amigos também são viciados. Tal situação, entretanto, não fica restrita ao cenário cinematográfico, visto que, no Brasil, há uma série de casos análogos á obra, em razão do demasiado consumo de álcool e drogas entre os jovens. Dessa forma, torna-se pertinente analisar os principais impactos dessa problemática: a pressão exercida pelos amigos e a falta de conhecimento dos efeitos no organismo.
A princípio, é importante destacar o papel decisivo do jovem na escolha de companhias. De acordo com o sociólogo Tarcott Parsons, a amizade é uma máquina que produz personalidades humanas. Tal linha de pensamento, contudo, pode ser relacionada à influência que o indivíduo enfrenta ao inserir-se em grupos com tendências alcoólicas ou a outros tipos de droga, como por exemplo a maconha. Em razão disso, conforme dados divulgados pelo BBC, 45% dos jovens começam a se drogar a partir do convívio de amizades que já estão integradas nesse meio. Dessa maneira, é necessário maior engajamento da família contra essa negligência.
Ademais, vale ressaltar, também, como o desconhecimento dos jovens é um agravante para tal problemática no país. Segundo o programa televisivo “Fantástico”, transmitido pela Rede Globo, 16 jovens não souberam responder, durante uma entrevista no assunto, as consequências negativas do álcool no organismo e os riscos presentes. Isso acontece porque, a curiosidade exacerba em conhecer os efeitos da droga anula a preocupação desses em saber como o corpo poderia reagir negativamente e, com isso, o conceito da necessidade de experimentar entorpecentes fica enraizado e perpetua por gerações. Em suma, é lícito concluir que modificar essas circunstâncias é urgente.
Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para sanar o problema. Diante disso, o Instituto da Criança e do Adolescente junto à mídia, como difusora de informações, poderia estabelecer apoio as famílias que não saibam lidar com a situação, por meio de debates públicos em programas de TV a fim de os conscientizar em selecionar quem será a companhia de seus filhos, para que haja uma diminuição da porcentagem de influenciados no caso supracitado. Além disso, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação deveria promover campanhas publicitárias sobre os malefícios das drogas, como por exemplo a menor capacidade de raciocínio, por meio da instauração de palestras interativas na escolas, para que os adolescentes obtenham total conhecimento da enigmática em questão. Sendo assim, será possível, aos poucos, mudar esse quadro que afeta o mundo inteiro.