Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/11/2019
“O homem é um produto do meio”. Segundo o filósofo iluminista Russeau, o meio social em que o homem está inserido expressa tamanha importância de modo que impacta, posteriormente, suas ações e decisões a serem tomadas. À vista disso, a alta no consumo de substâncias psicoativas pela juventude é compreensível através da análise de alguns fatores socioculturais, como a educação e a cultura jovem no Brasil. Portanto, é fundamental analisar as causas e consequências que fazem dessa problemática uma realidade na contemporaneidade brasileira.
A priori, cabe pontuar o dito pelo filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Sob esse viés, induz-se que o precário sistema de educação pública brasileiro impacta de forma negativa o cidadão desde o ensino básico até a formação, onde encontra barreiras na inserção no mercado de trabalho. O resultante é expresso pelo aumento exponencial da criminalidade nas cidades, que por suposto, é composta majoritariamente por jovens dentre 15 e 26 anos, conforme o portal de notícias UOL. Não raro, tais atividades são uma porta de entrada para o uso de drogas, visto que o contato diário pode despertar no meliante a curiosidade sobre o uso. Ainda, há casos em que a escola e a universidade não desempenham a real função educativa, não alertando o estudante sobre os malefícios do abuso de substâncias psicoativas. Dessa forma, faz-se mister uma intervenção adequada.
Outrossim, é notável que a cultura comum aos jovens, tal como o comportamento inconsequente característico da adolescência, são fatores propulsores dos altos índices nacionais de consumo, especialmente do álcool e da maconha. De acordo com índices da UNODC (Escritório das Nações Unidas para as Drogas e o Crime), o Brasil é o segundo maior consumidor de maconha e do álcool na América. Em parte, essa estatística deve-se ao fato de que o legado da cultura hippie dos anos 70, que pregava o uso libertário das substâncias, ainda é influente na atualidade, com supremo destaque entre a juventude. Por vez, a falha postura política do governo frente ao combate as drogas contribui para a perpetuação desse quadro no Brasil, visto que é ineficiente.
Destarte, com o intuito de amenizar os impactos dessa problemática, é dever do Ministério da Educação incluir a matéria de Saúde e Desenvolvimento Pessoal na Base Nacional Comum Curricular, que deve abordar temas como as consequência do abuso de drogas. Ademais, o Ministério da Saúde deve democratizar o acesso as clínicas de reabilitação através do Programa Único de Saúde, afim de recuperar a sociabilidade dos indivíduos dependentes. Por fim, cabe a Câmara dos Deputados analisar a Lei das Drogas de 2006, e alterar o necessário inspirado em estratégias de países desenvolvidos. Feito isso, a alta recorrência do uso de drogas pelos jovens será gradualmente apaziguada.