Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/04/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à saúde e a qualidade de vida.Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil.Nesse contexto, parte da população têm sua garantias constitucionais violadas, o que é consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, o que dificulta a atenuação do problema.

A priori, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em desenvolver medidas eficazes de combate ao uso de drogas por menores de idade.Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abrem mão de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social.Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não inibe suficientemente a entrada e o consumo de substâncias como álcool e entorpecentes em locais frequentados por jovens, como escolas, festas e até praças públicas.Logo, a escassez dessas medidas corroboram para a destruição da juventude, já que essas drogas podem gerar dependência química, prejudicar o uso da racionalidade e, em excesso, levar a morte por overdose.

A posteriori, as instituições de educacionais priorizam a ordem e a disciplina em detrimento da formação social do indivíduo.Nesse ínterim, o filósofo Theodor Adorno apontou como possibilidade sociológica uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver o domínio pleno do conhecimento e a capacidade de reflexão do ser humano.Nessa conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar no aluno um senso crítico de forma a reconhecer os riscos no consumo de drogas ilícitas como a maconha ou até as lícitas, como bebidas alcoólicas e cigarros.Portanto, jovens cada vez mais alienados a sua própria situação, podem experimentar essas substâncias e tornarem-se  viciados que, além dos problemas de saúde citados a priori, encontram dificuldade no seu desenvolvimento social.

Dessa forma, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática.Destarte, cabe ao Ministério da Educação ampliar a fiscalização do consumo de drogas em escolas, por meio do financiamento de profissionais de segurança, os quais irão trabalhar nas entradas de instituições educacionais e revistar os alunos, com o propósito de verificar esses indivíduos e impedir o uso e a comercialização dessas substâncias entre os jovens.Ademais, o Governo Federal deve financiar as mídias digitais na criação de campanhas e projetos que visem alertar, principalmente, as pessoas menores de idade  acerca dos riscos na utilização de álcool e outros entorpecentes, a fim de proteger essa camada da população.