Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/05/2020
Os adolescentes da série “Gossip Girl” frequentemente encontram-se com alguma bebida alcóolica em mãos ou consumindo outros tipos de drogas. Infelizmente, esse cenário não é exclusivo dos filmes e programas de TV. O número de jovens que começam a se envolver com drogas cada vez mais cedo só vai aumentando, ao mesmo tempo que ignoram os danos à saúde que podem causar e as leis restritivas existentes.
Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% dos adolescentes entre 13 e 15 anos já experimentaram bebida alcóolica e 10%, substâncias ilícitas. Caso esse consumo precoce torne-se usual, o cérebro ainda em desenvolvimento do jovem pode ser prejudicado, afetando estruturas responsáveis pela memória, aprendizagem, autocontrole, tomada de decisões. Também pode causar doenças como cirrose ou câncer e aumentar a predisposição à dependência.
Além disso, o acesso a drogas é extremamente fácil no Brasil. Apesar da existência de leis do Estatuto da Criança e do Adolescente que criminalizam a venda, o fornecimento ou entrega, mesmo que gratuitamente, de álcool a criança ou ao adolescente, jovens entre 14 e 17 anos são responsáveis por cerca de 6% de todo o álcool comercializado no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras drogas (Abead).
Por isso, diante dos riscos que o alto consumo de substâncias químicas e de bebidas alcóolicas entre jovens pode trazer, é primordial que o Estado garanta fiscalização constante nos comércios a fim de impedir a venda de álcool para menores de 18 anos, como previsto nos artigos do ECA, bem como informar a população por meio de campanhas e propagandas a respeito dos efeitos negativos que essas substâncias causam. Assim, cenas como as de “Gossip Girl” ficarão apenas nas séries e filmes.