Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/07/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o desdém governamental e a falta de fiscalização acerca da venda de álcool, no Brasil, impedem que os jovens usufruam das prerrogativas supracitadas. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes com o intuito de evitar o vício decorrente do uso de alcoólico e de outras drogas.

Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de incentivos governamentais, no que concerne à garantia de orientação médica, nas  comunidades, sobre os malefícios devido ao uso de drogas (vício, etc.), rompe essa harmonia. Mediante dados divulgados pela Revista Veja, em 2019, no Brasil, 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 22% deles estão sob risco de desenvolver dependência. Dado ao exposto, nota-se a relevância de políticas públicas bem planejadas para impactar no cumprimento das das diretrizes propostas pelo Estatuto do Adolescente no qual inclui a sua proteção enquanto direito personalíssimo.

Ademais, destaca-se o despreparo em políticas de fiscalização em recintos que disponibilizam a venda de álcool para menores de idade como fator impulsionador do problema. De acordo com o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Nesse ínterim, observa-se que além do fácil acesso ao álcool, a que os adolescentes estão submetidos, a sociedade também será afetada, uma vez que, o seu consumo exacerbado pode ocasionar problemas sociais graves que estão relacionados à violência no trânsito, abandono escolar e do emprego, etc. Logo, tal fato representa um grave retrocesso para essas pessoas, pois elas ficarão à mercê de políticas públicas negligentes.

Portanto, percebe-se que ainda há entraves para mitigar os riscos advindos do uso de drogas entre os jovens no Brasil. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Saúde(MS), em parceria com o governo, crie, por meio de processo seletivo, uma comissão com profissionais capacitados (médicos,etc.), a fim de buscar, diante dos governantes, a execução das diretrizes do Estatuto do adolescente. Destarte, com a finalidade de endossar o direito à saúde e informação para esse grupo social a respeito dos males das drogas. Outrossim, o MS, deve, por intermédio de verbas públicas, investir em programas de fiscalização (realizado por policiais), conferindo multa aos locais que vendem álcool para menores de idade. Assim, com o objetivo de evitar o vício alcoólico por parte dos jovens.