Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/06/2020
A fase da adolescência é um período caracterizado pela curiosidade e impulsividade, e é onde também comumente ocorre a experimentação de substâncias legais e ilegais, seja por pressão social ou por conflitos pessoais e familiares. Tal fato torna-se preocupante uma vez que, visto que, o consumo em estágio de desenvolvimento acarreta graves danos mentais e sociais. Embora existam leis restritivas, o consumo ainda é uma prática comum, portanto, é um tema que merece atenção especial
No Brasil, pesquisas apontam que 26,8% dos jovens com idades entre 15 e 19 anos relataram consumo de álcool no último ano, também de acordo com uma recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), cerca de 70% dos adolescentes já ingeriram bebida alcoólica, uma estatística alarmante visto que o consumo precoce pode potencializar a possibilidade do jovem se tornar depende químico, desenvolver transtornos psíquicos e apresentar vulnerabilidade social. Além de impactar seriamente no organismo imaturo. Ademais, os índices brasileiros de violência relacionados às drogas expõe seu potencial de devastação relacionado com mortalidade e acidentes, desse modo, seu uso apresenta elevados prejuízos sociais.
De acordo com a CISA, 18% dos acidentes de transito ocorridos em 2012 tem relação direta com o consumo de álcool, porém vale lembrar que acidentes de transito é a principal causa de morte entre os jovens brasileiros. A violência pelo consumo de drogas e álcool também é outro fato aterrador, o Brasil é responsável por 10% de todos os homicídios cometidos no mundo, isso nos deixa pior do que Síria, que está em guerra civil desde 2012. A chance de se cometer um crime estando sobre o efeito de bebidas alcoolicas aumento exponencialmente, uma complicação para os jovens brasileiros que já sofrem que altíssimas taxas de homicídios. Problemas de saúde também estão relacionadas ao álcool a principal é a cirrose, causada respectivamente por álcool.
Sendo assim, resolver esse problema não é trivial. As leis que já existem são pouco eficientes para evitar a situação e a adição de novas não fará muita diferença. O que pode ser feito é a criação, pelo Ministério da Educação com o apoio das instituições de ensino, de uma campanha recorrente de conscientização com os adolescentes, a partir do segundo segmento do ensino fundamental, e seus pais sobre os riscos do consumo de álcool e drogas na adolescência e que leva exemplos de pessoas reais que passaram por situações difíceis por terem feito o consumo das substâncias enquanto ainda eram adolescentes.