Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/06/2020
Por se caracterizar como uma fase de experiências e descobertas, a adolescência pode abrir portas para o uso de drogas ilícitas e lícitas. Um exemplo do último caso são as bebidas alcoólicas. Sua venda é proibida por lei para menores de idade. Porém, a ingestão por menores de 18 anos não é proibida em si, e normalmente ocorre com o incentivo de amigos, família e afins. Tal ato pode ser muito prejudicial para o futuro dos jovens, pois os efeitos negativos que o álcool reproduz no organismo podem ser de curto a longo prazo. Logo, o consumo de álcool por menores deve ser desencorajado e combatido de forma eficaz para a preservação de suas vidas.
A consequência do consumo de álcool é diferente de um corpo adulto para um corpo que ainda está em crescimento. Ambos possuem resistências diferentes para a quantidade de álcool que podem ingerir até a embriaguez, sendo a do jovem muito menor. Por ficar bêbado rapidamente, o jovem acaba por achar que não bebeu o suficiente, exagerando nas quantidades de bebida e intensificando os efeitos colaterais do álcool, que são desinibição das ações e perda do senso crítico. É fato que acidentes de trânsito são a segunda causa de morte mais comum entre jovens segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e parte dos acidentes são causados pelo consumo de álcool.
O ex-integrante da banda “Beatles”, John Lennon, proferiu a frase: “As drogas me deram asas para voar, depois me tiraram o céu”. Pode-se interpretar que as drogas o ofereceram momentos de euforia que logo foram mudados em momentos de tristeza. É possível criar um paralelo da realidade do cantor com o contexto do consumo de álcool por adolescentes, que se inicia como uma forma de se sentir incluído num grupo social que pode evoluir para danos permanentes à saúde. Segundo o coordenador do curso de medicina da PUC Minas, Gilmar Reis, em épocas de grandes festas, como o carnaval, adolescentes são os que mais dão entradas em unidades de saúde devido ao excesso de álcool.
À fim de contornar tal problema, é crucial que hajam ações do governo para o combate do consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes. O Ministério da Cidadania deve promover campanhas publicitárias, assim como palestras em escolas públicas, sobre os riscos que o consumo do álcool traz à vida do jovem. Somado a isso, deve haver maior fiscalização de propagandas que incentivem o consumo de bebida, exigindo que sempre coloquem informativos dos efeitos do álcool no rótulo das embalagens, semelhante aos cigarros. Por tais meios, podem-se encontrar soluções para que menos vidas jovens sejam arruinadas por momentos de descontração passageiros.