Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/06/2020
É fato que a adolescência é um período inconstante e confuso, caracterizado pela impulsividade e pela curiosidade, além da constante vontade de “se encaixar”, e é quando ocorre, comumente, o primeiro contato com substâncias legais e ilegais, como o consumo de álcool ou drogas, seja por diversos motivos, como a pressão social ou conflitos pessoais e familiares. Em vista disso, é relevante dizer que esse é um fato preocupante, dado que esse contato precoce pode acarretar graves danos ao jovem, e, embora existam leis restritivas para diminuir essas ocorrências, o consumo ainda é uma prática comum, logo, um tema que merece atenção especial.
Em primeira via, é de suma importância ressaltar que os motivos que levam um adolescente a ingerir tais substâncias são diversos, desde problemas no ambiente familiar, ao fácil acesso de forma ilegal e, em destaque, à tentativa de inclusão social. Levando isso em consideração, é fato que devido a indústria cinematográfica, que romantiza o ato de beber e se drogar em diversos momentos, tais coisas podem ser vistas como legais e “descoladas”, o que, infelizmente, se tornou o pensamento de vários jovens, que fazem tais coisas para se incluírem num círculo social, almejando aceitação. Além disso, alguns ambientes familiares e a falta de atenção e cuidado ao psicológico da criança também podem ser grandes fator que a levam a recorrer à bebida, além de transtornos mentais sérios que são ignorados de forma recorrente.
Ademais, levando em consideração os danos que podem ser causados por tal prática, de acordo com uma recente pesquisa do IBGE, cerca de 70% dos adolescentes já ingeriram bebidas alcoólicas, uma estatística alarmante, dado que esse consumo precoce aumenta significativamente as chances do jovem desenvolver transtornos psíquicos, apresentar vulnerabilidade social ou até se tornar dependente químico, além de impactar seriamente no organismo imaturo. Ainda, os índices brasileiros de violência relacionados a drogas expõem seu potencial de devastação, relacionado com mortalidade e acidentes, deixando aparente como o uso apresenta elevados prejuízos sociais.
Em suma, diante dos riscos que o abuso de drogas representa, é imprescindível a atuação do Estado em reforçar os meios legais e regulamentadores, como a fiscalização constante do comércio, a fim de evitar a venda para menores de 18. Outrossim, em parceria com o Ministério da Educação, escolas e famílias devem operar em conjunto, em primeiro lugar reformulando a ideia de que o uso de tais substâncias é sinônimo de “ser legal”, e também fomentando a discussão dos riscos e exemplificando o que o uso inconsciente promove a curto e longo prazo, orientando, desse modo, os adolescentes, para que eles possam ter ciência do que tal feito realmente acarreta.