Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/06/2020

Sancionada em 2015, pela até então presidente Dilma Rousseff, a nova lei que proíbe a venda e oferta de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos garante pena de detenção e multa a quem descumpri-la. No entanto, apenas essa medida não tem sido suficiente para preservar a saúde dos jovens brasileiros, haja vista que o consumo de álcool e drogas ilícitas entre eles eleva-se a cada ano. Nesse sentido, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2012 a 2015, houve um aumento de mais de 10% da ingestão dessas substâncias por essa parcela da população. Sob esse ângulo, é importante analisar que, no Brasil, esse aumento ocorre em virtude da influência social existente no país e isso traz riscos à saúde desses jovens.

Em primeiro lugar, faz-se necessário ressaltar os impactos do comportamento da sociedade sobre a geração jovem. Conforme o pensamento determinista do século XX, o homem é fruto de seu meio. Sob essa perspectiva, no “país do futebol e carnaval”, é comum, em eventos e festas comemorativas de caráter cultural, haver o consumo, eventualmente excessivo, de drogas (lícitas ou não). Dessa maneira, a sociedade exerce influência negativa na vida dos jovens e adolescentes e induz-lhes à ingestão dessas substâncias. Como consequência disso, segundo o IBGE, carca de 70% dos cidadãos entre 13 e 15 anos já consumiu bebidas alcoólicas ou outras drogas.

Além disso, vale salientar que essa realidade tem efeitos negativos para a saúde dos jovens e adolescentes. Consoante a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão dessas drogas é responsável por mais de 60 tipos de doenças. Nessa conjuntura, os impactos no organismo dos jovens é ainda maior. Segundo a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como os cidadãos dessa faixa etária ainda possuem o cérebro em processo de formação, o consumo dessas substâncias pode trazer decorrências ao sistema nervoso central. Dessa forma, essa situação causa-lhes problemas a curto e longo prazo, visto que prejudica a sua função motora e sua memória.

Em síntese, reforçado por aspectos socioculturais, o aumento de consumo de álcool e drogas ilícitas pelos adolescentes é prejudicial à sua saúde. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio da contratação de profissionais qualificados, a exemplo de médicos e enfermeiros, promover, nas escolas, aulas e palestras acerca dos efeitos desses tóxicos na vida dos jovens. Ademais, ele, associado ao Ministério da Saúde (MS), deve, mediante veículos comunicativos de amplo alcance, bem como televisão e redes soiais, difundir anúncios que instruam os pais a educar os filhos em relação à ingestão de bebidas e drogas. Essas medidas têm a finalidade de conscientizar a população sobre os impactos negativos dessas substâncias e, assim, reduzir o seu consumo entre os jovens.