Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/07/2020

Conforme a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 55,5% de adolescentes brasileiros  entre 13 e 15 anos já experimentaram bebidas alcoólicas. De forma análoga, a falta de conhecimento sobre os efeitos destrutivos que as drogas provocam no organismo junto ao fácil acesso tem levado jovens ao consumo cada vez maior de drogas como o álcool, tabaco, heroína e crack. Nesse viés, as consequências do uso são as mais variadas, desde prejuízos psicossociais graves à efeitos fisiológicos irreversíveis.

Em primeiro plano evidencia-se as consequências do consumo de drogas principalmente na esfera social. Essa lógica é comprovado pelo prejuízo escolar, visto que a droga passa a ser o seu único objeto de desejo; ao isolamento social; ansiedade e depressão; relações afetivas instáveis, já que, muitas vezes, a droga potencializa a agressividade. Segundo a psicóloga Eliana Mendonça Vilar, a abstinência é mal vista pelos jovens em nosso contexto porque as drogas ainda estão fortemente associadas a valores de virilidade, sociabilidade, liberdade e de prazer, numa sociedade profundamente focada em valores hedonistas. Dessa forma, medidas são necessárias para alterar o cenário brasileiro.

Deve-se abordar ainda que, o jovem que faz uso de drogas sofre com efeitos físicos irrefutáveis. Dessa maneira, o indivíduo está vulnerável a desenvolver patologias graves como a degeneração do sistema nervoso, comprometimento do funcionamento hepático e renal; redução da defesa imunitária, etc. A exemplo disso, o álcool, por se tratar de uma substância altamente lesiva ao organismo, provoca o acúmulo de gorduras no coração, o que leva ao aumento do seu tamanho e o comprometimento de sua função; processos inflamatórios no estômago e pâncreas; afeta a memória e o aprendizado na escola; aumenta a manifestação de câncer no esôfago, etc. Fica evidente, portanto, que os efeitos fisiológicos são muito desvantajosos, e na maioria das vezes, sem reversão.

Torna-se evidente, portanto, que medidas sejam tomadas para reverter essa problemática. Cabe ao Estado juntamente com o Ministério da Educação (MEC), promover campanhas nas escolas abertas ao público, através de palestras com participação de médicos, a fim de conscientizar os jovens sobre a prevenção e os riscos causados pelo uso de drogas. Ademais, urge que o sistema midiático em parceria com o Governo, desenvolva campanhas na programação televisiva, mostrando a relevância do assunto ser tratado em casa, a fim de informar a importância dos indivíduos que passam por essa situação procurarem assistência nos Centros de Atenção Psico Social (CAPS), com objetivo de integração em projetos de ajuda social. Somente assim, os jovens deixarão de ser estatísticas.