Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/07/2020

Durante a Idade Média, até meados do século XV, não havia distinção entre a criança e o adulto e, por tal razão, aqueles eram submetidos às mesmas condições dos mais velhos, sem o cuidado adequado à etapa do desenvolvimento. Hodiernamente, apesar da separação das várias etapas do desenvolvimento humano, observa-se no Brasil, o aumento do consumo de álcool e de outras drogas por menores de dezoito anos. Nesse viés, a problemática relaciona-se à sensação de prazer momentâneo associado às drogas e à pressão de grupo, as quais colocam em risco a integridade do jovem. Diante disso, tornam-se fulcrais políticas públicas e familiares, a fim de preconizar o bem-estar e a harmonia social no País.

Entender o tema é não desconsiderar a criação do ECA(Estatuto da Criança e do Adolescente), ao final do século XX, o qual proíbe a venda de bebidas alcoólicas para o grupo em questão. Não obstante, dentre os fatores responsáveis pela busca precoce de drogas, destaca-se a difusão da ideia de prazer e de felicidade momentânea proporcionados pelas drogas, a qual potencializa o interesse e a curiosidade nos indivíduos, principalmente em jovens com históricos de depressão e de ansiedade. Soma-se a isso a chamada pressão de grupo, que consiste na imposição de desafios ao jovem pelos colegas baseados no consumo, por vezes exacerbado, de álcool e de outras substâncias químicas, o qual, na tentativa de encaixe e de autoafirmação, é influenciado pelos demais. A partir de tal constatação, ganha relevância a defesa da importância das fases do desenvolvimento humano pelo psicólogo russo Lev Vygotsky.

Outrossim, de acordo com dados levantados por uma pesquisa realizada com adolescentes na faixa etária de treze a quinze anos pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 30% nunca ingeriram bebidas alcoólicas. Vê-se, portanto, que as consequências advindas da problemática são preocupantes. Nesse sentido, o consumo excessivo de e frequente de drogas é responsável por ocasionar a perda de consciência, reduzindo o jovem à condição de vulnerabilidade, além de aumentar as chances de desenvolvimento de dependência química pelo menor. Importante salientar, ainda, o potencial presente na maioria das drogas de atuar no sistema nervoso central, estimulando a liberação de neurotransmissores associados à depressão, desencadeando pensamentos autodestrutivos.

Diante desse cenário, medidas são necessárias a fim de atenuar o problema. Para tanto, o Ministério da Educação deve promover a formação continuada de professores, por meio da disponibilização de materiais em plataformas digitais, com o fito de capacitá-los para a orientação de jovens sobre os perigos do consumo de drogas. Ademais, a mídia deve alertar os familiares sobre a importância da manutenção do diálogo no ambiente familiar, a partir do desenvolvimento de uma ficção engrajada, a fim de reduzir o poder da pressão de grupo. Com tais ações, será possível efetivar a proposta de Vygotsky.