Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/11/2020

O consumo de substâncias entorpecentes está presente no cotidiano na sociedade brasileira desde a época colonial. Dessa forma, já naquele período diversas partes da sociedade tinham o consumo do álcool plenamente aceito e difundido entre os brasileiros, de modo a incentivar seu uso e associá-lo a uma prática inofensiva. Entretanto, tal perspectiva corrobora para uma série de problemas na sociedade contemporânea, como, por exemplo, a dependência química. Assim sendo, essa situação é agravada pela falha no sistema de ensino em promover uma educação que oriente os jovens sobre os riscos dessas substâncias, sendo dever do Estado reverter esse cenário.

Primeiramente, cabe salientar que, o sociólogo Émile Durkheim afirma que a coerção social é toda prática presente na sociedade que fomenta um comportamento ou ação mesmo que sem a devida vontade do indivíduo. Logo, o consumo de substâncias entorpecentes, como o álcool, é incentivado pelo círculo de convivência dos jovens, na medida em que o indivíduo que não faça o uso dessa substância não é aceito socialmente por esse grupo. Consequentemente, cada vez mais jovens aderem ao uso de drogas como o álcool para serem aceitos por colegas, o que pode, futuramente, acarretar em uma dependência química ao cidadão que as utilize de maneira demasiada.

Além disso, segundo a escritora Hannah Arendt, " O indivíduo, por falta de senso crítico, tende a banalizar o mal “. Desse modo, parte dos jovens do Brasil não recebem uma educação que forneça a real ideia do quão perigoso o uso de substâncias como o álcool podem ser, sendo comum que não ocorram palestras ou uma matéria específica na grade curricular do ensino médio que oriente os alunos sobre os riscos sobre o consumo de drogas. Sendo assim, os indivíduos podem começar a utilizar essas substâncias sem ao menos saber que poderá, posteriormente, vir a desenvolver uma dependência química e ter a sua qualidade de vida comprometida.

Portanto, é evidente que o Estado deve, de maneira urgente, buscar meios para reverter a situação descrita anteriormente. Dito isso, o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, deve promover nas escolas do país, em todos os anos letivos, uma campanha de conscientização, por meio da realização de palestras com médicos e psicólogos, de forma a orientar o jovem sobre os riscos do consumo de substâncias entorpecentes e quais as consequências de realizar o uso dessas drogas. Por conseguinte, cada vez menos jovens irão consumir entorpecentes, como o álcool, na tentativa de serem aceitos em um grupo e, assim, os casos de dependência química também irão reduzir, o que irar preservar a vida dos jovens e o seu futuro .