Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/08/2020

A guerra do ópio foi um evento histórico acontecido na china que consistiu em uma política inglesa de tentar viciar a população asiática com uma nova substância química descoberta. Entretanto, hodiernamente no Brasil, a disseminação de uma cultura ligada à festas e a folia tem levado, gradativamente, a juventude a se tornar dependente de substâncias psicotrópicas. Nesse sentido, é indubitável a necessidade de se inviabilizar essa problemática que tira a qualidade de vida de jovens brasileiros e têm suas causas principais: na cultura e na estrutura familiar.

Em primeira análise, a existência de uma filosofia que liga a necessidade do consumo de bebidas de teor alcoólico com a diversão é um dos principais fatores que incentivam a ingestão dessas substâncias desde muito cedo. Segundo o artigo 227 da Constituição Federal, é dever da sociedade da família e do Estado proteger, em suma prioridade, as crianças e a juventude do País. No entanto, a ausência de engajamento nessa causa, por alguns agentes sociais, torna sua aplicabilidade totalmente inexistente na sociedade hodierna. Por conseguinte, para além de não haver controle sobre o consumo de bebidas fermentadas e destiladas, há um implícito incentivo em vista das inúmeras propagandas sem censura e a baixa exigência da lei que proíbe a venda desses produtos para menores de dezoito anos.

Ademais, a naturalização do consumo de drogas dentro do ambiente familiar é outro fator que corrobora para o aumento de casos de dependentes químicos no Brasil. De acordo com o filósofo John Locke, o homem é uma folha de papel em branco, que é preenchida conforme adquire experiências, principalmente do convívio social. Desse modo, o desenvolvimento infantil dentro em um ambiente cujo consumo de cervejas e cigarros é constante corrobora no desejo interno do indivíduo de reproduzir aquela ação. Em suma, o consumo precoce dessas substâncias incentivado pela estrutura familiar é capaz de servir como porta de ingresso as demais drogas existentes e, também, o desenvolvimento de doenças como depressão e esquizofrenia.

Assim, a substituição de valores considerados culturais precisam ser repensados se o objetivo social for proteger a juventude e colocar em prática o artigo 227. Portanto, é essencial que o Ministério da Justiça estabeleça uma relação entre a sociedade e a polícia civil, por meio de um aplicativo, em que seja possível realizar denúncias simples, práticas e com efeito rápido, de estabelecimentos que venda bebidas alcoólicas para menores de dezoito anos a fim de dificultar o acesso desse grupo ainda ,sem total discernimento, as soluções destiladas com etanol. Ademais, a mídia deve atuar combatendo a influência familiar, por intermédio de propagandas, que induzam o consumidor a evitar fazer uso de substâncias psicotrópicas perto de crianças e adolescentes com intuito de afasta-los desse caminho.