Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/09/2020
“Todos os homens têm, por natureza, o direito de conhecer.” A frase do filósofo Aristóteles deixa explícita a tendência do ser humano em conhecer o novo. Nessa ótica, na fase da adolescência, representada por descobertas, influências e desejos, muitos indivíduos passam a consumir álcool e outras drogas, precocemente, colocando em risco o seu funcionamento hepático e sua maturação cerebral.Dessa maneira, os principais fatores que corroboram esse abismo social são: o uso de bebidas e entorpecentes como uma forma de ser bem visto pelo grupo de amigos e a negligência parental.
Em primeiro plano,segundo Émille Durkheim, anomia social é um termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia.Nesse sentido,é fato que o consumo de álcool e outras drogas pelos adolescentes é um problema que precisa ser discutido,pois,além de gerar problemas de dependência, aumenta os casos de violência sexual,uma vez que,as substâncias presentes no corpo após a ingestão do entorpecente dificulta uma possível reação da vítima. Além disso, o fato de o adolescente ser facilmente influenciado corrobora a sua entrada no “mundo” das drogas,afinal, para se encaixar em determinado grupo e ser bem visto pelos amigos, os jovens acabam optando pelo o uso do álcool de forma inconsequente e imatura,colaborando para o surgimento de diversas patologias.Logo,comprovando a tese acima,de acordo com o jornal “O globo”, a experimentação de drogas ocorre cada vez mais cedo entre os jovens, destacando a faixa etária de 13 a 15 anos.
Em segundo plano,é notório que a juventude, procura, acima de tudo, aprovação dos amigos e da família, sendo assim, se não consegue atenção e carinho dentro do lar, buscam os amigos como forma de distração e divertimento. Nesse ínterim, muitos adolescentes começam a frequentar bares e festas regradas a todos os tipos de drogas ilícitas e promiscuidade,deixando clara que a presença parental seria ideal nesse momento, afinal, muitos pais não tem o mínimo controle sob os filhos e não passam saber dos ambientes frequentados por eles. Ademais, é papel da família ser base de exemplo e formação do cidadão, por isso, em alguns casos, dentro da própria casa existem situações de alcoolismo por parte dos pais,influenciando,negativamente, a sua prole.
Destarte, cabe às escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que, desde a mais tenra idade, as crianças sejam educadas por meio de simpósios e teatros sobre os perigos causados pelo uso precoce de bebidas alcoólicas,como por exemplo, doenças imunológicas e neurológicas,para que assim, tornem-se futuros jovens críticos e conscientes acerca dessa temática.Somado a isso,o Estado em parceria com o setor de segurança deve intensificar as fiscalizações em bares e casas noturnas com o fito de evitar a entrada de adolescentes, minimizando,assim, o consumo de drogas por esses.