Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/10/2020

Relatada por meio de entrevistas, a obra “Eu Christiane F., 13 anos, Drogada e Prostituída”, expõe como a jovem Christiane iniciou o consumo de drogas por duas razões: a penúria de diálogos familiares e a influência por outros jovens. Acerca dessa lógica, o início do consumo de drogas já na adolescência promove, em parte, a fragmentação das relações familiares. Não obstante, muitos jovens que consumem substâncias psicoativas tendem a se tornar adultos violentos. Logo, ações estatais que transmudem os fatos fazem-se prementes.

Destarte, a inópia de diálogos no âmbito familiar influi, majoritariamente, no aumento de jovens usuários de drogas no País. Sob essa óptica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o álcool é a substância psicoativa mais consumida por crianças e adolescentes. A média de idade, no Brasil, para o primeiro consumo, é de 12,5 anos. Nesse viés, negligenciados por grande parte dos pais, muitos jovens recorrem ao uso de drogas e de álcool, visto que grande parte dos seus familiares não incorporou diálogos e processos de conscientizações na sua criação influindo, em grande parte, para a carência de informações sobre essas substâncias. Desse modo, medidas socioeducacionais que transmutem essa realidade são urgentes.

Outrossim, é notório que muitos jovens buscam refúgio nos amigos, podendo ser facilmente influenciado por eles. Nessa conjuntura, de acordo com o médico Jorge Jaber, atravessar a etapa da adolescência é uma experiência vital que, inevitavelmente, envolve sofrimento psíquico, levando o indivíduo à procurar arrimo nas ruas. À vista disso, convivendo em ambientes conflituosos, muitos dos adolescentes buscam se inserir em novos grupos, visando à atenuar seu sofrimento, tornando-se vulneráveis à numerosas substâncias psicoativas, podendo torna-los violentos dentro de casa, pondo em riscos a sua integridade física e a de seus familiares. Por conseguinte, torna-se mais eficaz a formulação de atos que visem ao bem-estar da maior parte desses jovens.

À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, junto ao Ministério da Família e dos Direitos Humanos, deve formular uma série de visitas domiciliares, por meio de profissionais do Conselho Tutelar, que dialoguem e instruam não somente os jovens, como também os pais, intentando viabilizar um diálogo direto entre familiares, conscientizando acerca dos riscos do uso de entorpecentes logo na juventude. Ademais, o Ministério da Cidadania junto às Secretarias de Saúde estaduais deve fornecer, gratuitamente, atendimentos psicológicos aos jovens que não possuírem boas relações dentro de casa, tencionando para a diminuição da busca desses jovens pelas drogas. Por esses intermédios, o uso de drogas entre jovens pode deixar de ser um imbróglio no País.