Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/11/2020

Na dramática história de “Diário de um adolescente”, narra a triste história de Jim Carroll, um adolescente com um futuro brilhante no esporte, porém abandona seus sonhos para a dependência química. No que tange a esse infortúnio, os jovens brasileiros estão cada vez mais propensos aos vícios de drogas e álcool e, por isso, faz-se imperioso responsabilizar não apenas a trivialização midiática sobre o tema, mas também a falha instrução parental.

Diante disso, a mídia não tem contribuído para a desconstrução da filosofia niilista de banalização do uso desmoderado de drogas lícitas e ilícitas entre adolescentes no Brasil. Baseando-se nos fatos de que os jovens vivem um período de descobertas e amadurecimento do córtex pré-frontal, eles se vulnerabilizam a maiores perigos por uma vida de prazeres imediatos. Ademais, o uso dessas substâncias geram dependência física e mental no usuário, como o alcoolismo, podendo levar essa à morte por cirrose hepática e outras complicações. No entanto, a mídia não propaga seus riscos, mas sim a fútil diversão do uso de drogas e uma vida sem preocupações posteriores, o que pode influenciar negativamente a juventude brasileira.

A cerca dessa lógica, é importante observar o comportamento parental diante desse tema. Infelizmente, tornou-se comum na sociedade hodierna pais imporem suas frustrações e sonhos não concretizados em seus filhos, o que pode acarretar em transtornos psicológicos em jovens. Nesse tocante, o adolescente encontra no álcool e nas drogas químicas uma forma de escape de toda a pressão parental, assim como Jim Carroll. Também, a educação tornou-se um dos principais veículos para a manipulação parental, fazendo que os jovens sintam-se forçados a corresponder as expectativas dos pais, recorrendo aos vícios. Por isso, a frase de Charles Chaplin pode se aplicar a situação: “Não preciso me drogar para ser um gênio; Mas preciso de um sorriso para ser feliz”.

Em síntese, cabe o Ministério da Educação, atrelado ao Ministério da Saúde, promover um maior destaque de investimentos para a realização de palestras incentivadoras em instituições de ensino, com o objetivo de descontruir a imagem romantizada do abuso de drogas em filmes hollywoodianos e a omissão dos resultados de suas dependências, em especial, para turmas de ensino médio. Ainda, cabe as mídias digitais devem divulgar e influenciar informações sobre tratamentos, resultados e abandonos de substâncias químicas por verdadeiros usuários em plataformas populares, como o “Instagram”, com o fito de conscientizar não apenas adolescentes (que são maioria na rede), mas também pais, encerrando a cultura de pressões hiperbólicas na instrução do jovem e iniciando diálogos de pais e filhos. Dessa forma, a história de Jim Carroll poderá ser a última sobre o tema.