Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/01/2021

O poeta Carlos Drummond de Andrade metaforizou em seu poema “No Meio do Caminho”, a ideia de que, durante a vida, os indivíduos encontrarão empecilhos a serem superados. Sob tal ângulo, precebe-se os diversos riscos do aumento do consumo de drogas ilícitas e lícitas entre os adolescentes e jovens brasileiros configura-se em um obstáculo para as famílias e para a saúde pública. Nesse sentido, cabe avaliar que esse cenário nefasto ocorre em virtude da insuficiência legislativa e da falta de visibilidade do assunto, o que acarreta em dependências, acidentes e até morte desses jovens e adolescentes.

Em primeiro lugar, convém mencionar a ineficácia estatal referente ao tema. Em relação a isso, o termo “Ausente Contumaz”, elaborado por Washington Luís, norteia a negligência dos órgãos públicos, em grande parte, com assuntos de aspectos sociais, como é o caso do aumento do consumo de álcool e outras drogas pelos jovens no Brasil. A título de exemplificação, nota-se que a lei da maioridade para compra de bebidas alcoólicas não funciona na maioria dos estabelicimentos, visto que o comerciante visa o lucro e a pena, normalmente, não é aplicada de forma correta, pois não há a devida fiscalização por parte do governo. Tal descaso reflete no vício em bebidas e drogas por boa parte dos jovens atualmente, já que, segundo o G1.com, quanto mais cedo o consumo maior a chance de dependência.

Ademais, é válido salientar a falta de visibilidade do tema. Consoante à ideia de Noam Chomsky, os veículos de comunicação possuem a capacidade de silenciar, muitas vezes, determinados assuntos, como os riscos do consumo excessivo de drogas e álcool pelos jovens. Dessa forma, é evidente que a problemática, uma vez que não abordada pela imprensa, torna-se um assunto pouco discutido no corpo social. Desse modo, o não protagonismo da temática em questão, a qual deve ser abordada com relevância pelos meio de comunicação, a fim de que se minimizem os impactos relacionados a ela, como o vício prematuro, doenças relacionadas ao uso excessivo, acidentes, problemas neurológicos e até a morte, tornem-se esquecidos das prioridades a serem solucionadas no país.

Portanto, o problema mostra-se uma “pedra” a ser removida para o progresso do Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde - responsável pelas políticas de saúde pública no país -, junto ao Ministério da Educação, por meio de verbas sendo destinadas ao assunto, disponibilizar gestores especializados para identificar onde começa o imbróglio, e então realizar uma política de intervenção, além de incluir na grade comum curricular aulas e palestras com psicológos e médicos sobre os riscos do consumo prematuro de bebidas e substâncias ilícitas. Outrossim, a mídia, mediante reportagens e notícias, deve exibir os impactos negativos do consumo de drogas e álcool na adolescência em rádios, televisão e internet. Logo, as famílias ficarão informadas do crescente problema.