Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/11/2020

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência. Entretanto, o atual aumento do consumo de drogas lícitas como álcool e cigarro, entre jovens brasileiros, descreve um verdadeiro retrocesso na qualidade de vida da população juvenil do país, pois é colocada em risco a saúde desses indivíduos.

Vale destacar, de início, que o álcool na sociedade brasileira está se tornando cada vez mais preocupante, uma vez que os jovens estão ingerindo com frequência, resultando em um alto consumo de bebidas alcoólicas. Diante disso, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, 40% dos adolescentes consumiram bebida alcoólica pela primeira vez aos 12 ou 13 anos, e tal consumo se deu início em casa por influência familiar ou de conhecidos. Com isso, o estudo também mostra que o álcool é a principal causa de mortes entre jovens de 15 aos 24 anos de idade, e essas mortes ocorrem em acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e até mesmo em acidentes com arma de fogo. Além da fatalidade, o uso precoce também pode causar problemas na saúde dos usuários, como sequelas emocionais, diminuição do rendimento escolar, depressão e ansiedade, em virtude de o sistema nervoso central ainda não estar completamente desenvolvido, afetando assim, a saúde do usuário.

Nesse sentido, outro fator importante é a questão do tabagismo, pois os jovens, por serem curiosos, acabam atraídos a provar outros tipos de drogas lícitas como o cigarro, por exemplo, que é o tipo mais consumido no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, que estima que adolescentes entre 13 a 15 anos fumam em todas as nações. Nessa perspectiva, de acordo com o IBGE, de 2012 a 2015 houve um aumento de 3,2 % de adolescentes fumantes, o que é preocupante, tendo em vista que é o principal fator no desenvolvimento de câncer de pulmão, que mais mata gente no mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cancerologia. Desse modo, ocasionando em aumento de desinibição que reduz o senso crítico, ficando mais propensos a provar outros tipos de drogas. Ademais, conforme ainda o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 312 mil jovens já ingeriram substâncias ilícitas, tornando-se visível a tamanha facilidade que os jovens têm ao acesso às drogas hoje em dia.

Infere-se, portanto, que é de suma importância para a saúde pública que medidas sejam tomadas. Para isso, cabe ao Governo Federal, que tem como finalidade regrar e organizar a sociedade, juntamente às famílias, trabalhar a formação identitária na adolescência, por meio de palestras, com profissionais da saúde, acerca do uso de drogas e de álcool, abordando os malefícios a curto e longo prazo, a fim de trazer o máximo de informações desde cedo nas escolas. Assim, os indivíduos jovens não apenas viverão, mas não terão que sofrer mais tarde.