Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 13/11/2020

A constituição brasileira estabelece que é proibido a venda - em consequência o consumo - de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. Contudo, hodiernamente, no país, a ingestão de álcool entre os jovens está crescendo, de forma concomitante, os risco à saúde física e mental provenientes do uso precoce dessa droga. Isso ocorre, devido a fatores como a falta de uma instrução escolar adequada sobre esse assunto; além disso, em muitas situações a própria família do adolescente é omissa ou apoia o consumo de álcool e outros substancias, permitindo assim que ele sofra os possíveis riscos ao usar essas substância.

A priori, é importante entender que apesar do Brasil ter programas educacionais, como o PROERD, no qual se tem como um dos objetivos a prevenção contra as drogas, esse projeto não tem se mostrado muito efetivo. Visto que, mesmo sendo aplicado em diversas escolas e em nos anos iniciais, o programa não tem uma metodologia adequada e o ensinamento aplicado não é repassado nos anos posteriores, somente no final da vida escola - de forma indireta -, sendo esse um período em que diversos adolescentes já estão consumindo álcool ou algum tipo de droga. Segundo o  filosofo I. Kant, " O ser humano é aquilo que a educação faz dele". Pontando, ao se ter um ensino ineficaz e inconstante, sobre esse assunto, os indivíduos se tornam mais propensos a adquirir alcoolismos e outros problemas decorrentes do uso dessas substancias, como comportamento violento e problemas de saúde.

Outrossim, é a família que devido a sua importância na vida do adolescente, tem parcela de responsabilidade na formação de hábitos e costumes, como o de ingerir bebidas alcoólicas na fase adulta. Entretanto, por consequência da ineficiência da educação escolar, em conjunto com algumas condutas antigas, muitos pais e responsáveis tendem a ser passivos quando o assunto é o uso do álcool pelos jovens antes da idade aceitável. De acordo com o sociólogo E. Durkheim, a família como instituição social primaria, tem o dever de ensinar os jovens o que se é correto para sociedade e com isso manter o equilíbrio social. Logo, é necessário, que a instituição familiar corresponda ao que se é responsável , para assim manter a sociedade em constante melhora e segurança.

Diante dessa circunstancias, pode-se analisar que a falta de uma educação eficaz e a atitude da família em relação a esse assunto, são problemas que resultam nos riscos para os adolescentes. Assim sendo, torna-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação, busque aprimorar e investir em programas como o PROERD, com metodologias atualizadas e preparação com psicopedagogos, para assim conseguir aplicar durante toda a formação escolar do jovem. Para dessa maneira poder respeitar o que está definido na constituição.