Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/08/2022
A falsa idealização de que o álcool promove felicidade e abundância atrai jovens para o consumo antes mesmo de sua formação corpórea. Isto é, a passagem da infância para a vida adulta expõe indivíduos ao consumo de novas substânicas que possuem potencial letal, em significativas doses. Logo, nota-se a necessidade de fiscalização mais rígida e eficaz.
Nesse cenário, lembra-se que, embora a legislação brasileira proíba veementemente a comercialização de bebidas alcoólicas para menores, a prática é tristimente contraditória. Ou seja, a lei é perigosa e facilmente ignorada, como demonstra a pesquisa realizada por alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na qual adolescentes tinham fácil acesso ao álcool. Nesse caso, percebe-se a ineficiência do Estado em monitorar e punir os infratores.
Em conseguinte, tem-se a criminalização precoce no uso de outras drogas. Prova disso é a Lei de Drogas altamente subjetiva em distinguir um traficante de um usuário, isso permite que um traficante seja confundido com um simples usuário de pouca ou nenhuma influência, como explicou a advogada e jornalista Gabriela Prioli. Desse modo, o resultado é desastrosamente catastrófico ao vulnerabilizar milhões de jovens em formação social e biológica.
Portanto, faz-se necessário que o Poder Legislativo crie mais leis punitivas para quem vende ou oferece bebidas alcooólicas aos menores, afim de inibir proprietários e comerciantes, como em bares, supermercados, restaurantes. Somado a isso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) junto com o Ministério da Saúde devem intensificar a fiscalização por meio de visitas surpresas em locais públicos e privados com o objetivo de mitigar a presença dos próprios jovens que atualmente já não se sentem mais constrangidos com o uso indiscriminado das substâncias tóxicas as quais se expoem. Por fim, o Ministério da Educação deve promover palestras e eventos que conscientizem pais, alunos e docentes dos riscos. Assim, a idealização anteriormente proposta poderá se dissolver na realidade vigente.