Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/11/2020

A Síndrome de Dependência Alcoólica, designada por Alcoolismo, é um dos problemas mais graves de saúde pública no Brasil. Desde a época colonial, os brasileiros consomem de forma exagerada essas bebidas, em especial as fermentadas e destiladas que possuem um alto teor alcoólico. O incentivo da mídia e a busca pelo prazer faz com que a produção industrial seja em grande escala.

Para Platão, filósofo grego da Antiguidade, “O vinho estimula e aumenta o prazer, a dor e a paixão?”. A relação entre bebidas e o prazer fica nítida quando, em algum momento as pessoas buscam elas como consolo aos desencantos da vida tornando assim o álcool uma grande válvula de escape. No entanto, o abuso ao consumir pode acarretar em conflitos interpessoais e até mesmo tragédias.

A produção industrial em larga escala levou a democratização das bebidas, aliado ao incentivo midiático para que seu consumo seja cada vez mais elevado. Por conta de toda essa exposição e por relações familiares, os jovens estão começando a ser consumidores cada vez mais cedo, visto que existe o acesso “livre” levando em consideração que em vários lugares é possível comprar essas bebidas mesmo sendo menor de idade, também deve ser levado em consideração que o consumo excessivo leva à dependência e, a cada ano, aumenta o número de jovens de até 25 anos que são dependentes do álcool. Essa dependência pode provocar cirrose, redução da libido, distúrbios de coordenação e até mesmo a depressão.

Conclui-se, então que a questão da dependência alcoólica deve ser tratada com maior seriedade no Brasil. Para tal fato, cabe ao Governo aumentar o número de impostos sobre a produção, afim de decrescer a mesma, veicular campanhas de conscientização pelos meios de comunicação que informe as consequências. Concomitantemente, é de extrema importância o papel da sociedade para fomentar o pensamento crítico do consumo por meio de debates, rodas de conversa, diálogo em casa e palestras para que assim, a população e o poder público andem lado a lado para que o alcoolismo saia da lista emergencial de saúde pública.