Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/12/2020
A geração Z, composta por indivíduos nascidos entre 1995 e 2010, encontra-se majoritariamente preocupada em usufruir o presente, e, assim, diminuir a preocupação com ações a longo prazo. Tais atitudes são exemplificadas, de maneira análoga, ao uso excessivo de, principalmente, álcool e outras drogas entre jovens, que, com o ideal de “viver o hoje” são suscetíveis a propagandas midiáticas e ao círculo de convivência social, não se atendo às consequências danosas que tal hábito pode causar no futuro, como vícios e problemas neurológicos.
O adolescente ainda está em processo de desenvolvimento de uma parte do cérebro, tornando-o influenciável a ações externas, além da pressão social regida pelo senso comum, como teoriza o sociólogo Émile Durkheim. Portanto, o indivíduo é vulnerável às pressões, seja para atender expectativas, seja como uma válvula de escape. Essas ações podem evoluir gravemente afetando o desenvolvimento até a fase adulta, visto que o consumo do álcool e drogas precoce pode causar pode causar diminuição do rendimento escolar e consequências neuroquímicas, como perda de memória, de acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Ademais, outro fator para o elevado índice de consumo de álcool e outros entorpecentes entre jovens é a influência midiática. As propagandas, com o intuito de aumentar o índice de vendas, retratam as bebidas como algo bom e divertido, aumentando a vontade do adolescente de consumir. Como catalisador, a sociedade acostumou-se com os jovens bebendo bebidas alcoólicas, naturalizando essa ação que tornou parte do cotidiano, segundo Pierre Bourdieu. Assim, a atitude omissa dessas situações tem alto potencial de piorar a saúde do jovem, de acordo com Luciana Silva, presidente do SPB, visto que o adolescente que já ingere tem maior chance de abusar do álcool e alucinantes na vida adulta, causando, desta forma, um futuro e danoso vício.
Logo, a fim de que o número de jovens que consomem bebidas alcoólicas e drogas diminua exponencialmente, é mister que o Estado aumente a fiscalização dos ambientes que vendem bebidas alcoólicas, a fim de dificultar ainda mais o acesso aos adolescentes. Ademais, é necessário a união de médicos especializados na área e familiares, com o intuito de dialogar e explicar os malefícios do álcool, de forma precoce, no organismo. Por fim, é profícuo que as propagandas de bebidas alcóolicas desassociam a bebida ao conceito de animação e felicidade, de modo que diminua do imaginário jovem tal ideal. Assim, os malefícios do uso de álcool e estimulantes precocemente serão evitados, garantindo uma melhor perspectiva de vida para os futuros adultos.