Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/12/2020

A série da Netflix, “O gambito da rainha”, conta a história de Beth Armon, órfã que durante a trama perde sua mãe adotiva para uma doença relacionada consumo excessivo de destilados. Fora da ficção, é notório que a juventude brasileira tem tido o ônus de conviver com pais que são dependentes do consumo do álcool, o que é prejudicial para a saúde do próprio indivíduo e para a vivência dos filhos com essa degradante realidade, o que precisa ser urgentemente desestimulado. Com efeito, há de se deliberar sobre os efeitos nocivos da embriaguez  e a omissão dos pais.

É válido pontuar, de início, que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas afeta a saúde das pessoas. Nessa visão, a ingestão de etanol desencadeia processos metabólicos destinados à sua degradação, que provoca a formação de outras funções orgânicas - álcool secundário e terciário, aldeído - compostos responsáveis por ocasionar doenças hepáticas, renais e estomacais. Essas doenças diminuem a qualidade de vida das pessoas e podem ser precursores de doenças degenerativas como o câncer. Por conseguinte, as políticas públicas somente proíbem o consumo dessa substância, principalmente entre os jovens, sem conscientizar adequadamente seu efeito nocivo à saúde, o que precisa urgentemente ser pautado pelos órgãos de saúde e educação do próprio Estado. Lê-se, pois, como grave, diante de danosas consequências do álcool e subprodutos, o descaso com a saúde.

Não somente isso, a permissividade parental figura como outro percalço dessa questão. Nessa perspectiva, as famílias estão longe do que sugeriu o filósofo Sêneca, de ser o exemplo o melhor meio de educar os filhos. Essa premissa é o avesso, decerto, do que ocorre na contemporaneidade, em que os pais confundiram, em não raros casos, seu papel de instruir e educar, e passaram a ser permissivos demais com os filhos, algo grave para o desenvolvimento pleno dos adolescentes. Assim, enquanto os pais não focarem na educação dos filhos de forma instrutiva, os adolescentes serão obrigados a conviver com um dos maiores males da atualidade: o uso precoce do álcool.

É mister, portanto, que se combata o crescimento do uso de álcool pelos jovens. Para tanto, a escola - instituição responsável pela formação cidadã, deverá, com auxílio de profissionais da saúde e pedagogos, por meio de workshop e palestras, deliberar sobre os efeitos nocivos das bebidas alcóolicas para a saúde das pessoas. Essa medida poderá se chamar " Brasil sem drogas", de modo que gere um grande impacto no mundo acadêmico e desperte o senso crítico das pessoas, para que, muito em breve, o consumo excessivo do álcool não provoque a tragédia vivenciada pela personagem Beth.