Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/12/2020

Consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, a sociedade pós-moderna é caracterizada pela cultura dos excessos.Nessa perspectiva, na conjuntura contemporânea, percebe-se um aumento significativo do consumo de álcool e drogras ilícitas entre o público jovem no Brasil, os quais colocam em risco a saúde mental e física dessa parcela da população, em decorrência das substâncias tóxicas presentes nesses itens.Nesse contexto, urge analisar como a negligência estatal e a publicidade exacerbada impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que o crescimento do consumo de álcool e drogas entre os jovens está intrinsecamente relacionado à inobservância estatal.De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 55% dos jovens já experimentaram bebida alcóolica antes dos 18 anos.Nesse viés, tal panorama ocorre, sobretudo, devido à mínima atuação do Estado em reduzir a distribuição desses produtos no território nacional e implementar leis mais efetivas que proíbam esses indivíduos de consumirem esses itens.Desse modo, o público jovem fica suscetível a consumir essas substância tóxicas, à medida que possuem um preço acessível a boa parte dos cidadãos e, concomitantemente, são facilmente encontradas no âmbito social.

Outrossim, vale salientar que a publicidade excessiva estimulam esses cidadãos a permanecerem no ciclo vicioso do consumo de álcool e drogas.Segundo os filosófos Adorno e Horkheimer, a indústria cultural utiliza dos meios de comunições de massas para disseminar padrões de consumo que geram uma falsa sensação de felicidade e prazer.Sob esssa ótica,o aumento do consumo exacerbado desses itens advém da proliferação de anúncios publicitários que veículam a imagem das bebidas alcóolicas como algo benéfico e prazeroso para os indivíduos.Dessa forma, a naturalização do uso desses produtos propicia um cenário de indivíduos precocemente dependentes dessas substâncias.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para minimizar o consumo de bebidas alcóolicas  e drogas ilícitas entre os jovens brasileiros.Logo, cabe ao Poder Legislativo - órgão responsável pela elaboração e fiscalizaçãos das normas  - desenvolver um projeto de lei mais eficaz que proiba a venda em estabelecimentos comerciais de bebidas alcóolicas e drogas, uma vez que a prerrogativa vigente é constantemente negligenciada.Isso deve ser feito por meio da aprovação no Congresso Nacional e ampliação da fiscalização das leis, a fim de reduzir a circulação dessas substâncias na esfera social e, por conseguinte, evitar o consumo pelo público jovem.