Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/01/2021

O artigo sexto da Constituição Federal discorre acerca dos direitos fundamentais da população, entre eles, o lazer, à educação e à saúde. Porém, há uma discrepância entre os direitos e a realidade, já que um grande percentual de jovens já usufruem de bebidas alcóolicas e drogas lícitas e ilícitas, o que irá aumentar o número de dependentes e vítimas do seu uso a médio prazo, indo de encontro com o direito à saúde. Logo, faz-se mister um debate acerca dos catalisadores do problema, entre eles, a falta de políticas públicas e a insuficiência legislativa.

A priori, um dos grandes causadores da adversidade em questão é a ausência de medidas governamentais. Segundo célebre personagem da política americana, Abraham Lincoln, a política deve servir o povo e não o contrário. No entanto, com o crescente número de jovens consumindo produtos ilícitos, seja por lei ou restrição de idade, escancara a falta de ações governamentais em frear esses meios de uso com campanhas de concientização aos pais e filhos, mostrando os maléficios de tais hábitos.

Igualmente, outro grande protagonista de tal contratempo é a insuficiência legislativa. De acordo com o jornal Estadão, em matéria de 2019, o excesso de leis prejudica o andar dos processos, isso se da pela falta de complexidade do Código Penal e da Carta Magna. Isso leva a impunidade de traficantes que são o intermédio entre as drogas e os adolescentes e os vendedores de bebidas alcóolicas para menores, que por falta de fiscalização, vendem os produtos e não se importam com consequências.

Portanto, medidas se tornam necessárias para frear tal problemática. Sendo assim, o Congresso Nacional, órgão do Poder Legislativo, por meio de emendas e modificações, deve alterar o Código Penal, a fim de torná-lo mais específicos em casos de tráfico e vendas de bebidas para menores, e que esses infratores não vejam mais brechas na justiça. Espera-se, dessa forma, que toda população possa se sentir segura pelo Estado.