Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/03/2021
O artigo 249 do ECA, documento mais importante sobre os direitos das crianças e adolescentes, declara a consideração de ato criminoso a venda, oferta e fornecimento de bebida alcoólica. No entanto, tal prerrogativa não tem se transmitido com ênfase, na prática, quando se observa o crescimento do consumo de álcool entre os jovens no Brasil, dificultando deste modo a universalização deste direito social tão importante. Diante de tal perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, tais como as influências da mídia e até mesmo influência familiar.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater este crescimento. Nesse sentido, a influência por meio da mídia em programas de televisão, observa-se que, a empresas fabricantes são patrocinadoras de eventos esportivos e até mesmo sociais mostram claramente e sem nenhum problema o alto consumo de bebidas alcoólicas, influenciando jovens a cada dia querer fazer o uso de tal droga. Diante de tal ato exposto, percebe-se a despreocupação por meio destes programas em alertar os riscos do consumo de álcool entre os jovens, na qual pode desencadear diversos problemas sociais como o risco de segurança que este jovem pode oferecer a sua comunidade, podendo resultar até mesmo em acidentes de trânsito. Essa conjuntiva, segundo as ideias do filósofo John Locke configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que cidadãos não desfrutem de direitos indispensáveis, como um ambiente saudável entre jovens, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar as influências familiar como impulsionador deste crescimento do consumo do álcool no Brasil. Segundo dados do Instituto Panorama, 9% de alunos do 9º ano, tiveram sua primeira experiência com álcool com alguém da família. Diante de tal exposto, estes dados alarmantes tendem a aumentar se não tiver uma intervenção urgente. É comuns crianças de tal idade obtém para sí mesmo baixo rendimento escolar, saúde mental frustrante devido à experiência precoce que elas tiveram com o álcool. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater essa problemática o mais cedo possível. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Comunicação trabalhe junto com empresas de televisão e mídias um ambiente saudável sem quaisquer drogas, para desfazer tal estimulação buscando tratar as consequências do álcool na vida estudantil e profissional do jovem. Logo cabe ao Ministério da Família por intermédio do Ministério da Educação, uma solução rápida para trabalhar com os pais na escola o perigo do álcool e os problemas que podem resultar em suas vidas, para que assim haja um ambiente saudável, feliz na escola e no lar dos jovens brasileiros.