Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 06/04/2021

A obra infantil “Alice no País das Maravilhas”, conta a história da jovem Alice que se encontra insatisfeita na situação em que estava e com isso tenta fugir da realidade, acabando assim, conhecendo o mundo mágico do Chapeleiro maluco. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, hoje no Brasil muitos jovens procuram alternativas para sair da realidade, recorrendo frequentemente ao álcool e drogas ilícitas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o crescimento precoce do uso de álcool e outras drogas e os malefícios que idem podem trazer aos usuários.

Sob esse viés, dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) mostram que cerca de três quartos dos adolescentes de 13 a 15 anos já experimentaram álcool, e quanto às drogas, 8,7% relataram já ter experimentado estas substâncias uma vez na vida, sendo ambas situações ocorridas precocemente. Torna-se evidente, portanto, a ineficácia das leis restritivas criadas e a falta de fiscalização da mesma, já que o consumo de álcool e drogas ainda é comum entre os adolescentes. Nesse sentido, é correto dizer que a adolescência é a fase da curiosidade e impulsividade, somado a isso, problemas pessoais, familiares e más influências, estimulam essa vontade.

Segundo o filósofo Jürgen Habermas “A sociedade é dependente da crítica ás suas próprias tradições”, essa citação permite compreender a necessidade de absorção de novos hábitos no Brasil. Em uma segunda análise, enquanto os jovens buscam algo que possa oferecer uma possibilidade de distração, os próprios esquecem que toda ação tem uma consequência. O uso de álcool e outras drogas, além de afetar a maturidade cerebral, o aprendizado e a memória, causam problemas no desenvolvimento dos usuários, tanto cognitivo quanto social.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir o consumo de álcool e outras drogas entre os jovens no Brasil. Por conseguinte cabe às ONG’s, juntamente às redes sociais, organizarem campanhas de prevenção, a fim de que forneçam informações para mais jovens e pais, para que os responsáveis saibam orientar melhor seus filhos, conversando sobre o assunto, incentivando hobbies e estando mais presente na vida deles. Somente assim os jovens irão procurar outras formas para fugir da realidade e esquecer seus problemas.