Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 15/04/2021

Na era moderna, com o advento dos contratos sociais estabelecidos entre o Estado e o povo, nos quais se verifica uma relação de troca de liberdades individuais por parte da população em troca de asseguração governamental de seu bem-estar, através das constituições nacionais. No entanto, no Brasil, o que fora previsto em seu pacto contratualista, a Constituição Federal de 1988, contrasta com o cenário de aumento exponencial de consumo de substâncias alucinógenas que danam o estado harmonioso da sociedade. Dessa forma, torna-se imprescindível explicitar os principais riscos que essa quebra pactual apresenta: a conseguinte marginilização social e os perigos trazidos à saúde plural.

Diante desse cenário, é lícito postular que a segregação em relação à sociedade é uma consequência principal do uso inadequado de álcool e outras drogas. Nesse sentido, cabe inserir que, segundo o teórico Pierre Bordieu " Todas as minúcias de um indivíduo são constantemente analisadas pelo corpo social", o que significa que todas as características observáveis desse indivíduo refletem quem é o homem para outrem. Paralelamente, de acordo com a Medicina, a extrema utilização das substâncias mencionadas causam uma percepitível deterioração de seu usuário, como o amarelamento dos dentes e o andar instável. Assim, tais aspectos que evidenciam a degeneração causada por tais vícios, após inspecionados pelos cidadãos, configuram uma pessoa indesejável e, por isso, excluída.

Ressalta-se, além disso, os contratempos no que tange a plenitude física dos habitantes do território brasileiro, decorrentes dessa prática da juventude. Sob tal ótica, é possível mencionar que, de acordo com a Neurociência, o cérebro humano possui anseio por estímulos fortes, causados pela alteração de neurotransmissores, o que pode desencadear em uma forte dependência uma vez aproximado de um produto que o estimule, como as drogas. Então, caso ocorra contato frequente dos homens com tais elementos, isso pode motivar uma submissão química do usurfruinte, o que mostra que o aumento do emprego de entorpecentes é um dano à segurança de todos os organismos.

Depreende-se, portanto, a urgência de medidas para resolução da problemática. É mister que o Ministério da Saúde, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, decrete a realização de palestras em espaços públicos que abordem como esse consumo fragmenta as relações humanas e como prejudica o corpo de seus praticantes. Ademais, as mesmas deverão ser ministradas por profissionais médicos e sociólogos, que possam explicar com eficiência os fatos já evidenciados anteriormente, para que, assim, possa-se prever a concretização das promessas feitas na Magna Carta.