Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/05/2021

É inegável que o consumo de álcool e drogas pelos jovens torna-se crescente com o passar do tempo, a situação tende a piorar cada vez mais mesmo com a implementação de novas medidas para evitar o ocorrido. Esse aumento constante está sendo cada vez mais discutido e abordado devido aos riscos que o mesmo apresenta, afetando não somente aos usuários como seu círculo de relacionamentos, comprometendo sua saúde física, emocional e mental.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com adolescentes entre 13 e 15 anos, 70% já deles já experimentaram alguma bebida alcoólica e 10% já usaram substâncias ilícitas. Isso demonstra que grande parte dos jovens que desenvolvem esse vício começam a fazer uso disso desde muito cedo por conta do fácil acesso a essas substâncias e por serem mais influenciáveis nessa idade, já que uma parte do cérebro ainda em formação, resultando em um comportamento majoritariamente impulsivo, é o que explica a pediatra Luciana Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Devido a esses fatores, os jovens estão mais propensos a ceder a pressões de grupo e sugestões de amigos e familiares, o que pode acabar acarretando muitos problemas, como sequelas neuroquímicas, emocionais, déficit de memória, perda de rendimento escolar, retardo no aprendizado e no desenvolvimento de habilidades, entre outros problemas. Além disso, as chances da prática de relações sexuais sem prevenção aumentam, resultando em uma possível gravidez e exposição a doenças sexualmente transmissíveis, sem contar a vulnerabilidade a situações de violência sexual.

Diante dos fatos anteriormente mencionados é possível concluir que a melhor alternativa para diminuir o uso de álcool e drogas, é começando com a conscientização dessa faixa etária a respeito de todos os riscos que essas substâncias apresentam e como a manipulação para que eles façam uso das mesmas acontece, através do diálogo, por meio de profissionais da saúde e educadores, bem como pais, sendo os principais responsáveis por alertar seus filhos e estabelecer limites a respeito.