Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/05/2021
A adolescência é uma fase de mudanças, descobertas e experimentações. Sejam elas boas ou ruins, um acontecimento que não se deve ignorar é o consumo de drogas (sendo lícitas, incluindo medicações, álcool e cigarro e também as ilícitas, como a maconha, crack, heroína, etc). O vício na emoção do prazer pela utilização dessas substâncias pode se tornar incontrolável, não havendo dúvida que a abstinência tem efeitos terríveis no físico e psicológico da pessoa, ainda mais em um jovem, que é passível de se tornar um membro não capacitado de executar uma função efetiva na sociedade.
Dessa forma, as razões nas quais jovens começam a consumir essas drogas são imensas, sendo de grande parte social. A glamourização das substâncias, influência de amigos, famíia e mídia, curiosidade, ausência dos pais… Tudo isso mais o fácil acesso e uma fiscalização não rigorosa tornam esse acesso simplificado. Outro ponto que deve se mencionar são as medicações vendidas sem prescrições médicas, que também pode ser considerado tráfico de drogas segundo a Anvisa.
Em virtude do que foi mencionado, as consequências do uso por jovens traz muitos efeitos, podendo danificar o desenvolvimento cerebral, queda de rendimento escolar (que segundo estudo publicado na revista The Lancet Psychiatry, a ingestão diária de substâncias químicas diminui também as chances do indivíduo chegar a concluir o ensino médio), dependencia química, problemas na saúde mental (e de acordo com Erick Marangoni, do Hospital Santa Mônica e da Unidade Integrativa Santa Mônica, essa dependência é crônica, podendo ser fatal, mas ainda sim tendo tratamento por clínicas de reabilitação), menos senso crítico e por aí vai.
Tendo em vista todos os dados mencionados sobre o uso das mais variadas nocivas substâncias por adolescentes, podemos ver que eles não são preparados para isso, e os efeitos em jovens são maiores ainda do que na idade adulta. Sendo assim, deveria ser feito um aumento na idade mínima de consumo de álcool e leis mais rígidas em relação à fiscalização da venda de bebidas e medicações sem receita médica por parte da polícia e o governo. Além disso, um controle na marginalidade e de todo tráfico de drogas, juntamente com a reabilitação dos usuários que alimentam todo esse mercado gigantesco, incluindo jovens e adultos. Outro ponto interessante seria a ação da mídia sobre o assunto, quebrando os tabus sociais e informando adolescentes sobre os perigos das substâncias.